Aparte
Eduardo Lima: “Estamos projetando e articulando já o 2020”
29ca0790650c58f5

O pastor da Igreja Universal do Reino de Deus em Sergipe, Carlos Eduardo de Araújo Lima, 37 anos, ou simplesmente Eduardo Lima, tentou na eleição deste ano colocar a IURD na pauta da representação da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe.

Não conseguiu. Saiu do pleito com 11.228 votos pelo PRB. Foi uma surpresa negativa, porque Eduardo Lima era dado como um nome a se eleger. Mas ele não se vê politicamente numa esfera negativista. Pelo contrário: acha que foi bem e que coisas melhores, política e eleitoralmente, aparecerão no rastro desta primeira iniciativa.
  
“Para mim, foi um desempenho bom. Se tivesse mais tempo de campanha, poderia ter sido melhor. Foi uma eleição atípica”, diz ele. Eduardo Lima nasceu em Salvador, tem nível superior incompleto, é casado há 14 anos, está em Sergipe há sete e responde pelo pomposo posto de coordenador Político da IURD neste Estado. 

Ele gostou da primeira experimentação política e dá sinais de que que poderá disputar a eleição de vereador de Aracaju em 2020. “Nunca podemos parar. O meu grupo político tem projetos grandes e audaciosos. Estamos projetando e articulando já o 2020”, diz. Quer saber mais? Leia essa micro entrevista com Eduardo Lima.

Aparte - Qual a análise que o senhor faz do seu desempenho na disputa pelo mandato da Alese, tendo obtido11.228 votos?
Eduardo Lima – Para mim, foi um desempenho bom, tendo em vista que a minha base eleitoral dentro de uma esfera entre 14 mil a 14.500 pessoas obtive 11 mil votos. Se tivesse mais tempo de campanha, poderia ter sido melhor. Foi uma eleição atípica.

Aparte - Pela sua avaliação, faltou o que para chegar lá?
EL -
Faltou ampliar um pouco mais essa minha base eleitoral. Meu crescimento no partido vem se dando de forma contínua e rápida, teremos uma próxima oportunidade e certamente dará certo. 

Aparte - O senhor se dá por contente com desempenho geral abaixo da média do PRB no Estado em diversos níveis?
EL
– Não. Dou-me por totalmente descontente. O PRB merecia mais. Todo o grupamento reavalia esse resultado no momento. Queremos estar sintonizados com nosso eleitor. Obtivemos mais de 165 mil votos com o Pastor Heleno para o Senado, e isso é uma votação expressiva. Mas analiso que o PRB, dentro das suas escolhas, errou e colheu os frutos disso.

Aparte - O senhor para por aqui ou vai tentar novos pleitos no futuro?
EL -
Nunca podemos parar. O meu grupo político tem projetos grandes e audaciosos. Estamos projetando e articulando já o 2020. O PRB está entre os grandes partidos do Brasil. Venceu a cláusula de barreira, tem tempo de televisão e fundo eleitoral. Teremos força para enfrentar e encarar o próximo pleito.

Aparte - Até que ponto a sua condição baiana e de pouco tempo em Sergipe afetou o seu desempenho na disputa pela Alese?
EL -
Analiso que em nenhum ponto. Sou baiano de nascimento e sergipano de coração. Vivencio frequentemente os problemas da nossa capital e a todo momento trabalho através dos meus projetos sociais em toda a cidade.

Aparte - A campanha lhe deu que grau de inserção a mais na vida do Estado?
EL -
Eu acredito que saí muito fortalecido desta campanha de 2018. Inseri meu nome no meio político sergipano e já me considero uma liderança do partido no Estado.

Aparte - Qual é o sentimento da IURD diante de lideranças que já ocuparam espaços em nome dela, como Heleno Silva e Jony Marcos?
EL -
A IURD os vê como líderes políticos. Heleno Silva e Jony Marcos são lideranças do PRB, mas estão licenciados do quadro eclesiástico da IURD por opção própria. Tornaram-se agentes políticos e se dedicam a isso. Mas não se desvincularam da IURD em tempo algum, como alguns especularam. Todos os apoiadores das nossas campanhas carregam um sentimento de tristeza e frustração pois trabalhamos muito e sempre vencemos eleições. Essa foi uma exceção. Estamos reconstruindo, sabemos que o PRB tem muito a contribuir com o nosso lindo Estado de Sergipe.