Aparte
Edvaldo: “Se tem um político em Sergipe que é uma verdadeira tragédia, esse é Rodrigo Valadares”
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Edvaldo Nogueira: Rodrigo nega o DNA do pai

O prefeito Edvaldo Nogueira, PCdoB, tem dito a interlocutores mais próximos que não vai morder a isca de nenhum dos seus concorrentes que se lancem pré-candidato a prefeito de Aracaju na eleição do ano que vem. Tradução de não morder a isca: não vai entrar no debate, não vai revidá-los ou coisa parecida.

Mas ao ver o deputado estadual Rodrigo Valadares, PTB, defendendo na semana passada aqui nesta Coluna uma frente de centro-direita para ir à sucessão municipal de Aracaju, Edvaldo descumpriu o trato consigo mesmo. E foi na jugular.

“Se tem um político em Sergipe que é uma verdadeira tragédia, esse político é Rodrigo Valadares. Se ele tivesse herdado pelo menos 5% do talento do pai, poderia até ser um pouquinho melhor”, disse Nogueira.

O pai de Rodrigo é o ex-deputado Pedrinho Valadares, falecido no fático acidente de avião com Eduardo Campos em 2014. “Todos lembram que Pedrinho Valadares não era uma pessoa capaz desses gestos de agressões, de fake news que o Rodrigo faz por aí. O Pedrinho Valadares era um gentleman e não era vingativo”, lembra Edvaldo.

“Pedrinho Valadares era blasé, tinha a sabedoria de se colocar onde intuía que ia ganhar, queria encontrar o melhor caminho para ele sair bem em suas disputas, e conseguia. Era um homem inteligente. Uma das grandes características de Pedrinho era a de um agregador”, reforça Edvaldo.

No mais, Edvaldo Nogueira mantém o mesmo discurso de não antecipar o debate da sucessão de Aracaju agora. “Eles podem conversar. Podem botar o bloco na rua. Quem quiser antecipar a eleição, pode fazer. Não me incomodo. Não estou preocupado com bloco nenhum, e ninguém me arrasta antes da hora”, diz.

“Qualquer político que disser que está conversando sucessão de Aracaju comigo, pode dizer que está mentindo. Com o PRB, por exemplo, a quem recebi recentemente, estamos conversando aliança administrativa”, diz o prefeito.

“Mesmo porque, eles já foram do meu Governo, e estamos debatendo um possível retorno para o nosso agrupamento político, mas não em nome de uma eleição. Da mesma forma que discuti com Laércio Oliveira e com Gustinho Ribeiro. Foi eleição? Não”, diz Edvaldo.