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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Jackson Barreto vê cassação de Belivaldo Chagas como “atentado à democracia”
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Jackson Barreto: não houve indicativo de corrupção de Belivaldo na eleição

O ex-governador de Sergipe, Jackson Barreto, MDB, disse nesta quarta-feira, 2, à Coluna Aparte, que considera a reeleição de Belivado Chagas, PSD, no ano passado ao Governo do Estado, como “limpa” e que, portanto, não há a menor sustentação lógica na cassação dele adotada pelo Tribunal Regional Eleitoral, sob a suspeição de abuso de poder político. “Eu acho que a democracia se sente agredida nesse momento. É um desrespeito ao voto popular”, reforça ele.

“Tenho a eleição de 2018 como limpa. Aliás, limpa não. Limpíssima. Não houve nenhuma denúncia de corrupção. Não há denúncia de abuso de poder econômico, que é uma coisa que, nas eleições, se acostumou a fazer contra quem está com o poder nas mãos. Nada disso. É uma denúncia por coisa subjetiva, de um suposto abuso de poder político”, sustentou Jackson Barreto.

“Eu não acho que se justifique pedir a cassação do governador Belivaldo Chagas. Chega a ser uma coisa muito clara para mim: se a lei diz que eu como governador posso lançar editais de obras públicas até o dia seis de julho, eu posso, no dia seis de julho, lançar 30, lançar uma, lançar duas obras. Ora, se a lei diz que até o dia seis pode lançar obra, lança-se 50, 100, uma, duas, nenhuma, não é? O que eu não posso é passar do dia seis de julho, e foi assim que agiu Belivaldo. Criar essa denúncia subjetiva de abuso poder político, aí é demais. É demais, porque não há. Veja que em nenhum momento se questiona a ética de Belivaldo na campanha”, ressalta Barreto.

Para Jackson Barreto, a decisão do TRE por 6 a 1 pela cassação de Belivaldo Chagas pode ser enquadrada na categoria de um “atentado à democracia” e, logo, à vontade do povo. “Um governador do Estado de Sergipe com uma reeleição com 310 mil votos de diferença ser cassado em sua eleição é um atentado à democracia. É tirar do povo o direito de escolher. Eu acho que a democracia se sente agredida nesse momento. É um desrespeito ao voto popular”, disse ele.

“Está aí muito claro uma coisa que você não ouviu durante a campanha eleitoral foi denúncia de corrupção, de compra de voto, de abuso de poder econômico. Você não ouviu em nenhum momento. Então, aconteceu em Sergipe um fato inédito na nossa história: uma eleição vencida com 310 mil votos é algo que você sente que foi uma decisão do povo”, analisa JB.

Para Jackson Barreto, nem cabe colocar em pauta uma eventual nova eleição. “Eu não vou nem discutir isso de uma nova eleição em Sergipe, porque não vou alimentar essa tese de outra eleição. Alimento a tese de que Belivaldo Chagas é inocente e de que merece ser absolvido dessa denúncia. Se fosse uma denúncia por corrupção, era aqui uma outra discussão. Abuso de poder político, na minha cabeça, é uma questão muito subjetiva. Tenho como limpa a eleição de 2018. Aliás, limpa não. Limpíssima”, diz.