Aparte
Adailton Martins vê ciúmes e derrota de Jairo e de Zezinho
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Adailton Martins: é ciúme político

O engenheiro civil Adailton Martins, diretor de Operações do DER, tirou por menos o incômodo do deputado estadual Jairo Santana, PRB, levado à Alese nesta segunda em forma de acusação de que ele estaria usando a instituição para se eleger deputado estadual ano que vem pelo PMDB.

“Eu só faço o que governador manda. Eu trato bem todo mundo que chega lá. Garibalde Mendonça liga sobre Neópolis, eu atendo. Chiquinho Gualberto sobre Macambira, e eu atendo. Eu sou servidor público e toda vida tratei esse pessoal bem”, diz.

“Tirou por menos”, mas não deixou de ver desconforto eleitoral no parlamentar. “Isso é ciúme político do Jairo. Mas trato todo mundo bem. O prefeito chega lá e diz: “eu vou votar no deputado tal, mas tem uma pessoa que quer lhe ajudar. Aí eu aceito. Agora, pedir eu não peço”, diz Adailton Martins.

Adailton não manifesta nenhum temor com a ameaça feita por Jairo. “Se eu sair da Diretoria, continuo lá na Deso. Tenho 32 anos de DER. Trabalhando com o povo. Sempre trabalhei no interior tocando obras e fiz muitos amigos. Jairo diz que transferi o DER para a Barra. Eu nem vou na Barra. O que está acontecendo lá na Barra é consequência de Airton ter comprado e pago desde o ano passado três mil toneladas de massa asfáltica”, avisa.

“Jairo está politicamente incomodado comigo. Eu estou na região dele e pegando todo mundo que ele tem lá. Janier Primo, a vice de Itabaianinha, vai derrotar Zezinho Guimarães e eu a Jairo, de uma vez. Essa mulher sairá com 10 mil votos de Glória. Ela é irmã Jânia Mota, da Natville. Eles não podem brigar com ela, agora querem brigar comigo. Zezinho está é lenhado. E eu estou incentivando ela”, diz Adailton.

“Quando o cara quer votar comigo e não quer votar com outro, eu vou fazer o que? Eu aceito. O cara quer me ajudar, eu não posso fazer nada. Eu dependo de Jackson de Airton. Eles é vão me decidir minha vida no aspecto político”, diz. “Eu estou neste cargo desde o Governo Déda. Estava tendo problemas e eu fui indicado”, diz.

“Meu irmão ano passado me disse: “você vai ser candidato a deputado”. Eu disse: “rapaz, eu estou com minha vida arrumada, me deixe quieto”. Depois eu disse: “está bom. Então vamos”. Desde então, nunca vi tanto inimigo na minha vida. Os caras me tratavam bem, tudo era comigo. Eu era o melhor homem do mundo e agora não presto mais. Mas só serei candidato de o govenador quiser”, diz.