Aparte
Opinião - Jair Bolsonaro: um novo estilo de governar
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[*] Adalberto Vasconcelos Andrade

Quem fala, esquece; quem sofre, lembra. A cada eleição, os políticos prometem soluções para todos problemas que o país, os Estados e municípios passam - dos mais simples aos mais complexos.

Infelizmente, muitos eleitores ainda dão crédito à palavra de velhos caciques da política nacional que estão no poder há décadas, mas que na prática pouco fizeram de bom para o povo e para o Brasil.

As eleições do ano passado mostraram que a grande maioria dos brasileiros quer mudanças. E o “gigante” - o povo -  demonstrou a sua indignação com velha guarda da casta de políticos através das urnas: renovou o quadro da Câmara Federal em 51%, quebrando uma tradição de 20 anos - desde as eleições de 1998 isso não acontecia.

Em Sergipe não foi diferente. Na Assembleia Legislativa, pela segunda vez os novatos conseguiram empatar o jogo. Na Câmara Municipal de Aracaju, houve a maior renovação no seu quadro político nos últimos 30 anos.

No pleito de 2016, dos 20 candidatos à reeleição, apenas oito conseguiram se reeleger. Hoje, dois terços daquela Casa são compostos de novos vereadores. 

Em 2018, a renovação no Senado foi de 100%. Foram eleitos Alessandro Vieira, Cidadania, e Rogério Carvalho, PT.  Os dois ocuparam as cadeiras de Antônio Carlos Valadares, PSB - onde se aboletou por três mandatos consecutivos -, e de Eduardo Amorim, PSDB, que preferiu concorrer ao Governo do Estado, mas não obteve êxito nas urnas.

Diante do exposto, está mais do que claro que quem decide o resultado das urnas é o eleitor brasileiro, quando vota consciente. O novo quadro político hoje assusta as velhas raposas.

Muitas raposas não acreditavam, por exemplo, que Jair Bolsonaro fosse eleito presidente da República. Um sujeito que surgiu do “nada”, amparado por um partido nanico - o PSL -, e virou um fenômeno nas urnas.

De novo, em Sergipe não foi diferente. Muitos caciques não davam “um tostão furado” pelo sucesso do delegado de polícia Alessandro Vieira nas urnas, que conquistou quase 475 mil votos dos sergipanos e o primeiro lugar.

Jair Bolsonaro, com aquele jeitão de “doido”, durante a campanha soltou o verbo contra o sistema e as velhas práticas do toma-lá-dá-cá e foi eleito com quase 58 milhões de votos.

Mas seu discurso não diverge da prática. Em apenas nove meses de governo, o chefe do Executivo mostrou a que veio. Conseguiu aprovar a Reforma Trabalhista, a Lei de Terceirização, a Reforma da Previdência, e conseguiu desenterrar uma promessa - e um sonho dos Estados e municípios - feita por vários presidentes - FHC, Lula, Dilma, Michel Temer: o tal do Pacto Federativo.

Hoje, já é uma realidade no Legislativo. Claro que vai depender do comportamento do Congresso Nacional. Mas o presidente Jair Messias Bolsonaro já provou em nove meses - com seu novo estilo de governar -, que as aparências enganam. Menos para 58 milhões de brasileiros, que lhe deram um voto de confiança.

Que assim seja no pleito do ano que vem, e acima de tudo nas eleições de 2022. O Brasil e o Estado de Sergipe não merecem continuar à deriva por mais quatro anos.

[*] É administrador de empresas, policial rodoviário federal aposentado, escritor e colaborador efetivo do Portal JLPolítica.