Aparte
Mas, afinal, o que queriam ou querem os redistas em sua visita a Belivaldo Chagas?
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Alessandro Vieira: sim, mas o que mesmo?

“Foi um encontro de apertos de mão e está de bom tamanho”. Esta é a tradução dada pelo senador eleito Alessandro Vieira, Rede, para a audiência pedida e realizada com o governador Belivaldo Chagas, PSD, na última quinta-feira, 10.

O tal “encontro de apertos de mão” se deu com todo o staff dos eleitos do Rede - além de Alessandro, o deputado reeleito Georgeo Passos e os deputados eleitos para um primeiro mandato Samuel Carvalho e Kitty Lima.

Pelo protocolo dos redistas, o “objetivo da reunião foi confirmar a posição independente que os parlamentares vão sustentar na Alese e mostrar a disposição para o diálogo construtivo na busca de respostas para os problemas de Sergipe”.

Se isso “está de bom tamanho”, como diz a fala de Alessandro, não é bem o que se sabe. O que ficou no ar foram outras questões: um senador e três deputados eleitos no campo da “independência” - esta estranha figura de linguagem - procuram o governador do Estado a quem não apoiaram na última eleição apenas para “confirmar a posição independente”? Oxe, onde já se viu!?

Ou será que vale a outra frase do protocolo de intenções dita pelos redistas - “o objetivo da reunião foi confirmar que os parlamentares vão mostrar (na Alese) a disposição para o diálogo construtivo na busca de respostas para os problemas de Sergipe?”.

Na verdade, há um lastro a ser preenchido - ou melhormente esclarecido – pelos membros daquela visita. Coube a Belivaldo Chagas, como mestre de cerimônia, cumprir o papel dele: recebê-los. Mas será que compreendeu o que queriam seus adversários orgânicos, naturebas? Terá sido uma visita de sinalização de alinhamento futuro? De intenção de adesão?   

Não é intriga ou picuinha política dizer que não foi algo só para “apertos de mão” e que “está de bom tamanho”, conforme a versão de Alessandro Vieira. Como o poder tem um certo néctar que atrai até os que pensam que não estão sendo atraídos, pode haver uma outra direção nos voos dessas abelhas redistas. Qual?