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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Liderar ou não hoje para 2018: todo cuidado é pouco!
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Belivaldo Chagas: seria ele o Valadares de 1986?

De Santiago do Chile, 
por Jozailto Lima

Claro que ninguém que esteja hoje  liderando pesquisas eleitorais para o Governo de Sergipe em 2018 deve jogar pedras em institutos ou nas pessoas pesquisadas.

Claro que aparecer com 20 ou 30 pontos percentuais na frente hoje é um referencial positivo a ser bem cevado e a contar.

Mas não é tudo. E mais: é até perigoso abraçar-se a estes indicativos, armar a rede das convicções positivas e se deitar sobre a promessa de vitória futura.

E é assim por um fato básico e elementar deste tipo de disputa: eleição se define nos 90 dias da campanha e, muito mais, na reta final. Como corrida de cavalos.

Vamos aqui a dois “exemplos exemplares”: em 1986, o então candidato ao Governo do Estado de Sergipe José Carlos Teixeira, PMDB, abre a campanha com mais de 60 pontos percentuais à frente de Antônio Carlos Valadares, PFL, que termina sendo o eleito.

E se elegeu na contramão do resto do Brasil, que escolheu ali governadores peemedebistas em todos os demais Estados. Somente Valadares foi o remanescente da velha Arena.

Em 2000, com apenas 7% das intenções de votos nas pesquisas para prefeito de Aracaju, Marcelo Déda estava amarelado. Quase não disputava. Resultado: em outubro se elege prefeito logo no primeiro turno, o que lhe abre a guarda para três eleições seguidas de primeiro turno – a reeleição em 2004 e duas de governador – 2006 e 2010.

A pouco mais de um ano para a eleição, o bloco da oposição – liderado por Valadares e Eduardo Amorim – tem a primazia desta liderança hoje. Pelas pesquisas atuais, Belivaldo Chagas, o provável candidato dos governistas, é, estatisticamente, o Valadares de 1986 e o Déda de 2000.

A prudência, portanto, pede que não se potencializem as posições de ninguém nesses rankings de agora. Nem positivamente, para quem está em cima; nem negativamente, para quem está em baixa.

Portanto, pesquisa agora é algo muitíssimo relativo. Meio que macumba pra turista.