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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Luciano Barreto e membros da Aseopp apresentam boas ideias ao Plano de Recuperação Econômica
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Luciano Barreto: ideias que tentam reanimar Sergipe

O empresário Luciano Barreto, do Grupo Celi e presidente da Aseopp - Associação Sergipana dos Empresários de Obras Públicas e Privadas - não foi nada econômico em seu encontro na manhã desta segunda-feira, 9 de julho, com o secretário de Estado da Fazenda, Ademário Alves, a quem foi levar sugestões que viabilizem a montagem final do Plano de Recuperação Econômica do Estado.

E se engana quem pensa que, ao não ter sido econômico, Luciano tivesse ficado corporativamente preso a sugestões somente de obras, por ser ele um homem dessa área e na esfera dela dispute sempre todas as ações que a potencializem as empresas locais.

Ao contrário. Muito agradecido pela ideia de ser convidado a contribuir com algo que ajude a pensar mais adensadamente Sergipe, o engenheiro Luciano Barreto e a Diretoria das Aseopp chegaram na Sefaz com um elenco enorme de sugestões, tudo por escrito. Expuseram e deixaram as digitais lá na Sefaz.

“Emprego é gerado com crescimento. E crescimento vem com investimento”, diz logo na introdução o documento em nome da Aseopp, levado por Luciano. E observa que o investimento deve ser privado e público. Este, pondera, “como indutor”.

Na abertura da suas sugestões, Luciano Barreto toca num tema caríssimo a Sergipe: o da necessidade de se pensar mais tecnicamente o Estado, como já o fora um dia na década de 70, quando havia o Condese. Ele sugere a criação no Estado de um Núcleo de Gestores Públicos. Objetivo? Exatamente o de “pensar Sergipe”.    

E prefixa: “Caberia a esse Núcleo elaborar projetos para que, concluídos, possam ter financiamento dentro dos vários programas que a União sempre está lançando, bem como os bancos federais”, diz ele.

Aqui, a expertise de Luciano Barreto apresenta um viés bastante precavido: o de que deve se conceber racionalmente projetos por aqui que se antecipem às ações da União no campo do desenvolvimento. “Quando os programas do Governo Federal forem anunciados, Sergipe já terá concluídos os projetos que interessam ao Estado”, diz ele.

As sugestões de Luciano Barreto e da Aseopp pedem atenção para os “os pilares da economia sergipana”, e aqui são elencadas as áreas de obras privadas e obras públicas - ele pensa nas tantas paradas em Sergipe, do setor de infra a mordia – de turismo, agricultura, pecuária e pesca, atenção aos recursos minerais de Sergipe, sobretudo ao petróleo, ao gás e ao potássio.

Pede atenção, via Sebrae, à abertura e firmação de pequenos negócios - bares, restaurantes, lanchonetes, cooperativas de produção de alimentos - doces, queijos, castanha. Nas dicas de Luciano Barreto e da Aseopp, coube sugestão desde pela agilização do Canal de Xingó, uma karma negativo de Sergipe, a até mecanismos que possam fazer do Estado, por sua posição privilegiada entre Bahia e Pernambuco, um ponto de apoio à logística de grandes empresas, como Magazine Luíza e Casas Bahia.

As sugestões se preocuparam até em apresentar soluções que permitam fazer funcionar a fábrica de vidro de Estância, de Rui Vieira, do Grupo Constâncio Vieira com o Grupo Saint-Gobain. Assim como com a construção da Fábrica de Cimento de Santo Amaro pelo Grupo Dias Branco. O documento fala nos setores têxteis, cerâmicos e sucroalcooleiro. “Pode até faltar emprego, mas, acredito, não faltará trabalho”, predica Luciano.

A Sefaz, que está sendo responsável por recepcionar estas ideias, vai amalgamar tudo e apresentar à sociedade ainda em julho o macro projeto chamado de Plano de Recuperação Econômica do Estado, com a pretensão de criar 100 mil empregos em três anos em meio - no que resta deste governo agora em 2018 e em 2019, 2020 e 2021. Ainda nesta semana, serão ouvidas as sugestões dos empresários Albano e Ricardo Franco.