Aparte
OPINIÃO - O futuro de Sergipe na ponta dos dedos
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[*] Adalberto Vasconcelos Andrade

Antes que caia no esquecimento, nunca é demais lembrar que a extinção do processo de cassação contra os sete deputados estaduais e os dois federais de Sergipe não necessariamente serve de prova de inocência, já que todos foram absolvidos sem que os ministros do Tribunal Superior Eleitoral – TSE -, julgassem o mérito dos processos judiciais em desfavor do que já haviam sido cassados ou condenados a pagamento de multa pelo Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe - TRE/SE.

Para não ser prolixo, pouco importam as razões técnicas que levaram o TSE a dar por encerrada a “novela” dos desvios de verbas de subvenções da Alese. O fato é que o tapa na cara do povo sergipano ainda dói.

É por essas e outras que a cada dia que passa as instâncias superiores do Poder Judiciário - TSE, STJ e STF -, vem perdendo a credibilidade junto ao povo brasileiro.

Mas penso que o melhor juízo a respeito das supostas estripulias - algumas comprovadas pelo TRE/SE -, cometidas pelos deputados com as verbas de subvenções é pouco importar com o que pensam os ministros do TSE a essa altura do campeonato.

As eleições se aproximam e o poder de julgá-los compete a cada eleitor na hora de depositar o seu voto na urna eletrônica. Basta lembrar o nome de cada deputado no dia sete de outubro e deletá-los da vida pública de uma vez por todas. Nas eleições de 2020 também, porque eles voltam.

Temos que começar o ano de 2019 livres de políticos fichas sujas ou sob suspeita. Não há como pensar Sergipe sem considerar uma renovação urgente nas lideranças políticas que há décadas detém o poder e comandam o nosso Estado.

O pleito deste ano servirá de termômetro para saber o que podemos esperar de bom ou de ruim para futuro de Sergipe. Uma coisa é certa: sem renovação, não há solução.

Mas ainda há tempo de mudar, de acreditar em dias melhores. O futuro de Sergipe está em nossas mãos, e a mudança começa, principalmente, na hora de apertar o dedo na urna eletrônica. Lembre-se disso, por favor.

[*] É administrador de empresas, policial rodoviário federal aposentado e escritor.