Aparte
Opinião – Hipocrisia e indignação. E nada do plano diretor para Aracaju
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[*] Bertulino Menezes


Não é a primeira vez que toco neste assunto. Nem será a última, com certeza. Para mim, a elaboração de um Plano Diretor para a cidade de Aracaju é medida essencial, indiscutível. 

A cidade caminha para os 700 mil habitantes e como não ter um plano que aponte os rumos para o crescimento dela? 

Vou repetir o que venho dizendo há muito tempo: trata-se de uma obrigação urgente! Sem um projeto, sem uma estratégia, como prever uma cidade sustentável, com qualidade de vida? 

Como estabelecer prioridades, como um transporte público decente, com ônibus limpos, novos e ar condicionado?    

E o que continuamos a ver, a não ser omissão, morosidade e desrespeito ao aracajuano? Conheço profundamente o assunto, e tive uma atuação muito forte, em 2012, quando discuti o assunto na Câmara Municipal na minha época de vereador. Havia vícios no texto enviado pelo prefeito, e eu consegui derrubar o projeto.

Como cidadão, costumo dizer que deram um nó em Aracaju. Será que vai vencer a hipocrisia e teremos que esperar as eleições que se aproximam?  Enquanto isso, a cidade vai convivendo com as inundações, as ruas esburacadas, o desordenamento das construções irregulares e exploração imobiliária.  

A comunidade está cansada de esperar. Fico indignado quando vejo a preguiça e os interesses escusos tomando conta dos gabinetes de nossos gestores.

Mexam-se, senhores. Já passou da hora de Aracaju discutir um plano de expansão eficiente. Temos 164 anos de vida, não podemos esperar mais.  


[*] É jornalista, empresário, ex-vereador de Aracaju e funcionário do Judiciário Sergipano.