Aparte
Na Entrevista, Edivaldo Leandro, Sindipetro, reage ao desinvestimento da Petrobras
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Edivaldo Leandro: esperança de reversão do desinvestimento

Na última quinta-feira, dia 3, a Petrobras fez 66 anos de operação em Sergipe. Uma data que teria tudo para estar sendo festejada, posto que esta empresa mudou a vida do Estado. Mas foi lembrada com lamentos e protestos.

A empresa, que já gerou 15 mil empregos em Sergipe, hoje patina em cinco mil e sofre uma política nociva de desinvestimento que redunda na decisão fatal de encerrar as atividades de sua imponente sede em terras sergipanas, na rua Acre, em Aracaju - uma quase universidade do petróleo -, e mandar tudo, de mala e cuia, para o Estado do Espírito Santo, no Sudeste.

A propósito destes 66 anos e do momento mais do que crítico em que vive a empresa, o Portal JLPolítica traz como seu entrevistado da semana o presidente do Sindipetro AL/SE - Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos nos Estados de Alagoas e Sergipe - Edivaldo Soares Leandro.

O retrato pintado por Edivaldo Leandro só não é pior porque ele nutre uma íntima esperança de que o quadro de abandonando e de desinvestimento da Petrobras no Brasil e em Sergipe pode ser revertido.

Para Edivaldo Leandro, o fato de em Sergipe ter sido descoberta uma grandiosa reserva de óleo e gás seria mais do que o suficiente para justificar bons investimentos, a manutenção da sede por aqui e outros benefícios em favor da companhia e do Estado.

“Para nós, (a descoberta) além de ser uma grande oportunidade de o Governo Federal investir mais na Petrobras, investir mais em concurso e em preparação de mão de obra futura para trocar todo esse projeto, significa para o Estado de Sergipe a possibilidade de ele se tornar o maior PIB brasileiro”, diz Leandro.

“Sergipe teria o maior PIB per capta, desde que toda essa produção fosse processada aqui, porque todo esse gás e todo o óleo que temos aqui exige que Sergipe tenha uma refinaria, que tenha uma nova planta de processamento de gás. Mais: exigiria, por exemplo, duplicar a capacidade de produção de ureia aqui pela Fafen, uma vez que a principal matéria-prima da Fafen é o gás”, diz ele.

A entrevista com Edivaldo Leandro vai estar disponível na manhã deste domingo, dia 6.