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Tanuza Oliveira

Jornalista desde 2010, com formação pela Unit e atuação em veículos impressos e em assessorias de comunicação em Sergipe. É repórter Especial do JLPolítica desde 2017.

Marcha das Margaridas: sergipanas participam de ato em Brasília
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Aires Nascimento: Marcha das Margaridas é muito mais do que um ato

Muitas Margaridas, Marias, Josefas, Joanas, Anas, Yasmins, Lailas e Marielles estiveram nesta quarta, em Brasília, reunidas em torno da defesa de pautas que vão desde uma maior segurança no campo até a promoção de justiça e equidade de gênero.

É que começou ontem, 13, a 6ª edição da Marcha das Margaridas, a “maior expressão de unidade, de força para romper com o machismo que mata cotidianamente”, como define Maria Aires Oliveira Nascimento, agricultora familiar, educadora, ativista dos Direitos Humanos das Mulheres e secretária das Mulheres Trabalhadoras Rurais da Fetase.

Maria Aires Oliveira Nascimento participa, junto a outras mulheres sergipanas, desta Marcha que vai muito além de um ato, uma manifestação – ela, inclusive, é coordenadora estadual. “O sentido da Marcha é o de representar as mães, as filhas, as netas, as tias, todas as mulheres que ousam a lutar contra as engrenagens desse sistema opressor”, afirma Aires Nascimento.

Segundo a coordenadora, esta 6ª edição da Marcha está embasada na Plataforma Política fruto do acúmulo do amplo processo de debates e discussões, que aconteceram em etapas municipal, estadual e nacional e envolveu mulheres do campo e da cidade. “Como resultado, essa plataforma apresenta reflexões importantes sobre nossos problemas e as questões sociais e econômicas e política que afetam nossa vida”, resume.

A Plataforma se pauta na denúncia da crescente violência que as mulheres estão sofrendo, na acentuação das desigualdades sociais, nas relações de gênero e etnia, destruição e violações dos direitos consagrados na Constituição Federal. “Ao mesmo tempo que em que lutamos por um País que promova a Justiça e equilíbrio social e equidade de gênero”, ressalta Aires.

Dessa forma, no atual contexto político e social, a 6ª sexta edição da Marcha das Margaridas se torna ainda mais desafiadora e importante. “Primeiro, no sentido de construir estratégias de enfrentamento e resistência às duras medidas que impactam a nossa vida, a exemplo, da reforma da Previdência; segundo, porque assumimos um papel de denunciar publicamente o Brasil do atraso e os efeitos dessa política ultraliberal na vida das populações camponesas”, analisa.

Além disso, tem o papel da mobilização, formação e de interlocução com a sociedade política brasileira sobre o projeto de sociedade menos desigual. “Posso afirmar com veemência que a Marcha não é apenas um ato, ela acontece muito mais na vida das mulheres do que o ato em si. Falar da Marcha das Margaridas é falar sobre a vida das mulheres, é pensar no futuro das gerações e lutar para reconstruir a sociedade e as formas de relações existentes e estabelecidas”, reitera.

Vale lembrar que, historicamente, foi através da organização e da união que as mulheres defenderam e garantiram seus direitos – mesmo que alguns deles sigam existindo apenas na Constituição. Portanto, que Margaridas, Marias, Josefas, Joanas, Anas, Yasmins, Lailas e Marielles continuem a nos inspirar para essa luta.