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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Marcos Santana não vê “consistência e nem ameaça” na frente de oposição
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Marcos Santana: sem aperreios e sossegado

O prefeito de São Cristóvão, Marcos Santana, MDB, disse nesta quinta-feira, 6, com exclusividade à Coluna Aparte, que não nutre a menor preocupação com a frente de oposição que se forma no horizonte da política municipal contra ele, visando tomar-lhe o mandato na sucessão do ano que.

Além de não se preocupar, Marcos Santana avisa: não botará o bloco da sua própria sucessão na rua antes de abril de 2020. “Eu vejo esse alvoroço de tanta gente como algo natural. Mas, honestamente, não me abala”, diz o prefeito.

E aprofunda: “É óbvio que neste momento a oposição precisa disputar esse espaço de poder, mas olho e não vejo a menor consistência nisso tudo. Não vejo consistência nenhuma. Não vejo nada disso como uma ameaça”, reforça Santana.

O oposição a que Marcos Santana se refere é formada pelos ex-prefeitos Lauro Rocha e Isaías Almeida, pelo vereador Lyzandro Santos Eustáquio - o Irmão Lilo Abençoado -, Carlos Umbaubá e a esposa, ex-vereadora Gedalva Umbaubá, Carlos Vilão, Alex Rocha, filho de Lauro Rocha, além do coronel reformado da PM Henrique Alves da Rocha, que corre por fora e fustiga o prefeito mais do fazem os demais do bloco oponente tradicional.

“Espero que essa minha visão não seja vista como uma empáfia, porque de fato não o é. É apenas uma análise crítica que me permito formular”, insiste Marcos, na tese de que não se preocupa. Ele pinça o coronel Rocha como um exemplo de que não deve se abalar mesmo com a manada da oposição.

“Recebi o coronel Rocha em meu gabinete de trabalho esta semana e senti que não há nenhum laço político entre ele e a população de São Cristóvão. A não ser que o movimento dos delegados, majores, coronéis, capitães, que impera hoje no país, seja um fator que se reproduza em São Cristóvão. No que não creio”, diz o prefeito.

“Só se for por isso, porque senti que o coronel Rocha não tem a menor elaboração para a cidade. Para mim, ele está querendo pegar uma ponga nesse momento nacional que produziu o capitão Bolsonaro. Ele está na rabeira do capitão Bolsonaro. Mas isso funciona? Não creio”, diz. Ah, ponga é o mesmo que carona.

Para esse bloco de oponentes que se eriça em seu horizonte e para aliados avexados, Marcos Santana manda um recado curto e certeiro. “Eu só vou parar para discutir a minha própria sucessão em abril de 2020. Não vou gastar antes disso a minha energia de gestor. É óbvio que não estou dizendo que não discuta sucessão internamente. Mas, publicamente, não o farei. Por exemplo: não discuto composição de chapa majoritária antes disso”, sentencia.

“Eu tenho dito ao meu atual vice-prefeito, Adilson Júnior, que ele é um aliado preferencial, mas o que vai estabelecer a composição da chapa do ano que vem será o contexto de abril de 2020. Claro que isso é uma vontade minha, mas eu posso ser impelido por fatores externos. Mas admito, de antemão, que sou um pré-candidato. Isso daí é inexorável. Não tem nada que me faça não disputar essa reeleição. A não ser uma questão de saúde. Mesmo porque, meus sonhos para São Cristóvão não cabem em quatro anos. Aliás, não cabem nem em oito anos, quanto mais em quatro”, diz Marcos.

PS - Ah, inexorável é um adjetivo que, em estado de dicionário, pode ser traduzido por aquilo “que não cede ou se abala diante de súplicas e rogos”. Algo “inflexível” e “implacável”. Ou seja: Marcos Santana está a dizer que não abre mão para ninguém em seu desejo de disputar mais uma eleição no âmbito de São Cristóvão.