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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Mendonça Prado diz que candidatura “é projeto irrevogável”, e que se acha “o novo”
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Mendonça Prado: sem dificuldade de interlocução com a sociedade

Aos 51 anos, depois de três mandatos de vereador por Aracaju, meio mandato de deputado estadual, três de deputado federal, passagens por algumas Secretarias de Estado importantes - como as de Administração e da Segurança Pública -, o advogado Mendonça Prado deu o “estalo de Vieira” e agora quer ser o governador de Sergipe.

Mais do que isso: acha que reunirá condições de passar à sociedade sergipana a imagem e o conceito de que “é o novo”. “Eu nunca disputei o cargo de governador de Estado, sequer qualquer outro majoritário em nível estadual. Então, eu estarei inaugurando esta nova fase da vida agora. Neste aspecto e nesta disputa, eu sou, sim, o novo”, diz o moço.

Em 2008, Mendonça Prado, ainda o genro querido de João Alves e Maria do Carmo, disputou a Prefeitura de Aracaju numa polarização direta com Edvaldo Nogueira, para quem perdeu, e imprensado por Almeida Lima. Foram 140.962 votos de Nogueira - 51,72% - contra 59.217 dele - 21,73% - e 48.319 de Almeida - 17,73%.

Dali para cá, Mendonça mudou muito. Deixou os Alves, aliou-se a Jackson Barreto e a Edvaldo, e rompeu com ambos este ano. Com sede de disputar o mandato, filou-se ao PPS de Clovis Silveira, está com a pré-candidatura de Governo posta e fará parte do Congresso Estadual do PPS nesta sexta, quando sacramenta sua filiação e sepulta de vez seu passado de demista. 

Dentre os tantos nomes que se predispõem a disputar o Governo de Sergipe em 2018, Mendonça Prado parece o mais afoito - no sentido de disposição. O mais focado na expectativa. De por ele, já haveria debate entre os pré-candidatos desde já. Parece disposto a esmagar a espinha dorsal de uns dois.

Para isso, acredita que vai se bem recepcionado. “Não tenho a menor dúvida de que a sociedade me compreenderá. Até porque, eu vou dialogar diretamente com ela. Nossa candidatura é um projeto pra valer, irrevogável e já pegou”, diz ele.

“Nós seremos a opção verdadeira, que vai dialogar com o povo com responsabilidade, mostrando o que o Estado de Sergipe realmente necessita para melhorar em termos de qualidade de serviço público, de organização para a vida melhor dos seus servidores. Ou seja, nós precisamos de uma contabilidade púbica correta para os nossos servidores não passem por estes problema que estão atravessando nos últimos tempos” diz.

Mas não haverá contradição nesta encruzilhada entre ser o novo e já ter sido um alvista e um jaquista? Ele acha que não. “A minha participação no Governo Jackson Barreto foi em razão de uma demonstração de atenção que ele teve comigo. Modéstia à parte, ele é governador com a minha grande colaboração. Eu abri mão de ser deputado federal para ver JB governador de Sergipe”, diz.

E nem acha que necessariamente essas antigas parceria lhe travem o seu futuro. “Eu não tenho que olhar para trás. Eu tenho que olhar para frente. E depois, eu vou criticar João Alves Filho por que? Até porque o João Alves Filho foi um extraordinário governador do Estado de Sergipe. E ele não está mais no cenário eleitoral”, diz.

E de Jackson Barreto? “Na verdade, o Governo de Jackson não deve sequer ser avaliado, porque ele o pegou num momento difícil, de crise econômica no Brasil. O Governo dele realmente não está no melhor dos momentos, mas se tiver de fazer uma alusão ao Governo de Jackson Barreto, o farei com realismo”, diz.

“Acho que faltou alguma atitude de gestor público. E na hora certa as observações serão feitas. Mas eu não estarei preocupado em fazer uma crítica ao Governo Jackson. Farei críticas ao sistema político que leva um administrador público a determinadas atitudes. Estamos num aperto financeiro, e aí se pensa em tomar empréstimo, em adotar outras medidas, mas não se pensa em cortar na carne. E eu falo isso com a tranquilidade de quem entregou o cargo a ele”, afirma Mendonça.