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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Mirando a Venezuela, Francisco Gualberto quer que Haddad se autoproclame presidente do Brasil
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Francisco Gualberto: na esperança de que Bolsonaro também apoie Haddad como o faz com Guaidó

O deputado estadual Francisco Gualberto, PT, vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe, defendeu com exclusividade para esta Coluna Aparte que o então candidato do seu partido à Presidência da República no ano passado, o professor e ex-prefeito da cidade de São Paulo, Fenando Haddad, deveria se autoproclamar presidente da República do Brasil.

Bem ao estilo, defende Gualberto, do que fez Juan Guaidó, 35 anos, que se autoproclamou presidente da Venezuela desde o dia 23 de janeiro deste ano. “E esperamos que o Jair Bolsonaro reconheça a autoproclamação. Eu sei que a figura do autoproclamado presidente não tem previsão de acolhimento na Constituição do Brasil. Mas se o próprio Bolsonaro está reconhecendo um autoproclamado presidente num país vizinho, por que não pode reconhecer no caso dele? Principalmente porque ele acabou de confessar que não nasceu pra ser presidente e sim nasceu para ser um militar”, provoca o deputado sergipano.

Para o deputado Francisco Gualberto, o motivo e a necessidade dessa autoproclamação de Fernando Haddad presidente nascem e se solidificam exatamente da fragilidade de Jair Bolsonaro enquanto presidente. “O Brasil tem um presidente que foi eleito, mas que só fala e só faz bobagem. Enfraquece o Brasil quando diz alguma coisa sobre o país. E o enfraquece aqui e externamente”, diz Gualberto.

“O Brasil tem um presidente que não tem qualquer projeto: a fome das pessoas mais pobres está aumentando, o desemprego está crescendo, e ele declarou-se que não está preparado para ser presidente, mas sim para ser militar. Portanto, se a sociedade compreender ser correto - e nós precisamos começar a discutir isso -, é a hora de tornarmos Fernando Haddad autoproclamado presidente da República”, diz o deputado.

Sem citar o nome do venezuelano, Francisco Gualberto estabelece paralelos claros e diretos entre Haddad e Guaidó. “Veja: nós estamos assistindo nestes últimos tempos algo na democracia que não tínhamos visto ainda, que é a figura do autoproclamado presidente de uma nação, de um país. Um cidadão nem participou da eleição presidencial e, ao discordar do que foi eleito, diz lá: “a partir de hoje, o presidente sou eu!”. No Brasil, tem um que participou, pode ter alguém quem divirja ou não divirja, mas participou. Mas o outro, da Venezuela, que nem participou da eleição, é que se autoproclama”, ressalta Gualberto.

“E nesse caso, o que faz o Brasil através do seu presidente eleito? Declara apoio incondicional ao autoproclamado da Venezuela. Os Estados Unidos declaram apoio incondicional àquele autoproclamado - e todos anunciam que 50 países do mundo apoiam esse tal autoproclamado. Qual a diferença nisso? Haddad participou de uma eleição democrática e obteve mais de 47 milhões de votos. Então está pronto”, compara o deputado do PT.

“Ora, se houve uma eleição democrática e o presidente que se elegeu não tem qualquer projeto para o país, nada mais justo que declararmos a autoproclamação do segundo colocado”, diz. E repete: “Esperamos que Bolsonaro reconheça a autoproclamação”. O senhor acha que Haddad possa lhe ouvir nessa sugestão?

“Não sei. Mas às vezes têm coisas que são necessárias que alguém em algum lugar fale, mesmo que ninguém escute. O importante é que você acredite no que está dizendo. E o que eu estou dizendo não é invenção minha. Está estampado para o mundo: tem um novo presidente proclamado na Venezuela. E lá, um cidadão que nem da eleição participou. E é reconhecido com o seu “me autoproclamei presidente”’. Que tenhamos aqui”, diz Gualberto.