Aparte
Nêgo Valeriano defende direito de Dilson de Agripino não apoiar Jackson Barreto
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Nêgo Valeriano: Franco Ramos se vendeu tal qual um Judas Iscariotes para Esdras Valeriano nas eleições de 2000

O advogado e ex-candidato (pelo menos até o mês de agosto) a prefeito de Tobias Barreto em 2016, Fernando Valeriano, conhecido como Nêgo Valeriano, ex-Pros, observa com impaciência as críticas que o ex-prefeito por dois mandatos Dilson de Agripino, PPS, ex-petista, vem recebendo de alguns membros do PT por suas novas opções políticas nesta sucessão. 

Dilson, candidato a deputado estadual, é chamado até de traidor por não votar em Jackson Barreto, MDB, para o Senado, e nem em Belivaldo Chagas, PSD para o Governo, e por preferir ir de Eduardo Amorim. 

“O que Dilson não poderia era votar em candidato que Jackson Barreto dá apoio. O “troco dessa conta” vai para Belivaldo Chagas, que, pelo que eu saiba, não participou da ingerência indevida e acachapante de JB nas eleições de 2016 contra Dilson. JB destroçou o grupo de vereadores que antes apoiava Dilson”, diz Nêgo.

“O que soa estranho é um membro do PT local, como Franco Ramos, chamar Dilson de traidor. Logo Franco Ramos, que se vendeu tal qual um Judas Iscariotes para Esdras Valeriano nas eleições de 2000? Da mesma forma como não cai bem uma desinformada como Eliane Aquino ir lá em Tobias e chamar Dilson de traidor”, diz o advogado. 

Veja a seguir a entrevista que Nêgo Valeriano concedeu à Coluna Aparte, na qual ele ainda prevê que com os candidatos Dilson e Diná Almeida, Podemos, Tobias Barreto tem chances de eleger um deputado estadual este ano. 
  
Aparte - Como o senhor acompanha as divisões dos grupos políticos de Tobias Barreto nesta sucessão?
Fernando Valeriano –
Acompanho como nos demais municípios: um ou mais grupos disputando espaço. Estranho seria se houvesse unidade. Os cofres públicos estariam pagando uma conta ainda maior nessa acomodação. O bom é que haja mesmo oposição. Do contrário, não há como o situacionista ser cobrado, fiscalizado e, eventualmente, denunciado.

Aparte - O senhor acha que a cidade fará um deputado estadual com Dilson de Agripino ou Diná Almeida?
FV -
Ambos têm chances. Há uma movimentação muito grande no sentido de que os votos de Tobias não sejam dados a candidatos de fora, como se diz nas rodas políticas. Num contexto de quase 30 mil ou mais um pouco de votos válidos, os dois candidatos estão bem situados.

Aparte - Por que não houve unidade nesta hora?
FV -
Por que a política é assim mesmo: busca de espaço, prestígio, nomeações, demissões, vaidades. O poder, na sua melhor expressão.

Aparte - Soa normal que Dilson de Agripino, depois de tantos anos de PT, esteja votando em Eduardo Amorim para governador?
FV –
Claro que soa, como poderia ser em Valadares Filho. O que ele não poderia era votar em candidato que Jackson Barreto dá apoio. O “troco dessa conta” vai para Belivaldo Chagas, que, pelo que eu saiba, não participou da ingerência indevida e acachapante de JB nas eleições de 2016 contra Dilson. 

Aparte – O que aconteceu em 2016?
FV –
Ali, JB destroçou o grupo de vereadores que antes apoiava Dilson. Com o Diário Oficial, ele conseguiu cooptar uns cinco ou seis - de 11 - para apoiar Diógenes Almeida e, agora, não seria sensato Dilson continuar nesse agrupamento. 

Aparte - O que de fato ocorreria com Dilson se a opção dele agora fosse por JB? 
FV –
Ah, seria abandonado por grande parte das lideranças se insistisse em apoiar o grupo de JB. O que soa estranho é um membro do PT local, como Franco Ramos, chamar Dilson de traidor. Logo Franco Ramos, que se vendeu tal qual um Judas Iscariotes para Esdras Valeriano nas eleições de 2000? Da mesma forma como não cai bem uma desinformada como Eliane Aquino ir lá em Tobias e chamar Dilson de traidor. Então era pra Dilson aceitar uma ingerência dessas de JB, baixar a cabeça e engolir tudo? 

Aparte - E se ele assim procedesse? 
FV -
Se assim procedesse, ele seria tudo, menos um líder. Nesse contexto o bom seria que a senhora Eliane Aquino explicasse as condições do repentino apoio angariado pelo ex-governador Marcelo Déda junto ao atual prefeito Diógenes Almeida, que há menos de dois anos era dado por ele - Déda - como a vanguarda do atraso, incompetente e outros adjetivos não edificantes. As nomeações de vários fantasmas, todos ligados ao atual prefeito Diógenes, estão no centro das trocas ocorridas em 2010. Se isso é ser republicano, valha-me Deus.