Aparte
ETC & TAL - Estratégia e fragilidade do advogado Inácio Krauss
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Inácio Krauss: que negócio é esse de nem doeu?

Por mais respeitável que seja enquanto profissional do Direto - e ele é um excelente advogado e uma pessoa íntegra -, o presidente interino da OAB, Inácio Krauss, é um tanto confuso e anuviado quando ele e a instituição que representa entram na ciranda dos debates calientes. Um exemplo disso vem da reação dele à entrevista a este Portal dada pelo ex-presidente da OAB, Carlos Augusto Monteiro Nascimento, na qual o ex-mandatário tece profundas críticas à atual gestão da Ordem, a Henri Clay Andrade e diz, na mais leve das provocações, que Inácio Krauss “é fraco” e que “peca por omissão”. Quando o JLPolítica soltou nota da chamada na entrevista de Carlos Augusto na tarde de sábado, Krauss reagiu de imediato, com voz alta e de quem se defenderia dos ataques que viriam. “Já que tocou em meu nome, quero direito de resposta”, disse ele às 17h36 daquele sábado. Às 20h a entrevista de Carlos Augusto estava no ar e às 22h42 daquele mesmo sábado, a Assessoria de Comunicação mandou o seguinte comunicado: “Boa noite, Jozailto. Dr Inácio pediu um espaço para entrevista para o próximo domingo. Podemos deixar combinado? Você pode mandar as perguntas até terça?”. Sim, claro, o JLPolítica prontamente mandou às 17h37 da segunda um pool de oito perguntas para Inácio Kraus com a intenção de que ele rebatesse logo ali e não esperasse por oito dias depois - afinal, a pluralidade é uma meta desse Portal. Mas você respondeu às 8 perguntas, leitor? Bem assim fez Krauss. “Vou pensar. A entrevista não teve qualquer repercussão”, disse Krauss às 18h55 da segunda, adotando, ao sustentar que a “entrevista não teve qualquer repercussão”, aquela velha prática dos meninos de antigamente, que diziam um camuflado “ih, nem dooeeuu”, quando levavam um safanão de um amigo de infância um pouco mais taludo. No seu caso pessoal, Henri Clay Andrade deixou claro bem antes da entrevista que não vai misturar a campanha de senador com a da OAB. Tem pertinência. Quanto a Dr IK, bem, esse Portal não vai ditar regras para ninguém. Ainda mais quando se é grandão. 

@ Há quem não esteja levando muito a sério essa história de que a prefeita de Capela, Silvany Mamlak, e aquele rapaz chamado Messias Santos, não são mesmo mais mulher e marido. Em Capela, é voz corrente que trata-se de um golpe de marketing do tal Messias - para se fazer de vítima e tentar tirar proveito eleitoral neste ano, se a ele fosse dado o direito de se candidatar-se a qualquer mandato eletivo. Mas uma fonte ligada a Silvany diz a esta Coluna que a separação é mais do que séria e que ela estaria, inclusive, refazendo a logomarca do seu Governo e mudando toda a folheteria oficial da gestão de Capela.

@ Por mais que o radialista Francisco Ferreira, ex-Eduardo Amorim, negue, no Governo do Estado é dada quase como certa a ida dele para o comando da Fundação Aperipê. Givaldo Ricardo, que atualmente superintende esse trem, iria para a Casa Civil. Será que desbancando Conceição Vieira?