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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Não deu para a oposição: servidor receberá 13º salário
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[*] É jornalista profissional e mestrando em Comunicação pela UFS

“O hercúleo esforço feito pela oposição para que os servidores públicos de Sergipe ficassem sem receber o 13º salário no final deste ano não surtiu efeito”

[*] Gilson Sousa

Oito deputados estaduais torceram para que os servidores públicos do Estado de Sergipe ficassem sem receber o 13º salário no final deste ano. Torceram e se esforçaram muito para que isso acontecesse, mas não deu. A bancada governista na Assembleia Legislativa garantiu na sessão desta quarta-feira a aprovação do projeto de lei que autoriza o Governo do Estado a pagar integralmente o 13º dos servidores através de transação bancária. Como tem acontecido nos últimos dois anos, sem prejuízo algum para o trabalhador.

Não há quem não saiba que o país e boa parte dos estados passam por dificuldades financeiras de difícil contorno. Não há dinheiro suficiente para pagar salários, investir em infraestrutura, manter a máquina funcionando e ainda garantir as benesses dos poderes constituídos. A crise é real. Mas vira e mexe algum governante busca soluções para casos específicos. E isso acontecerá com o pagamento do 13º salário dos servidores públicos, já garantido através de lei.

Por parte da oposição na Alese, houve o máximo de empenho nos dias que antecederam a votação do projeto, ocupando vários espaços de mídia para sustentar que seria um absurdo o governo pagar 13º salário “parcelado”, como insistiam em dizer. Empenho também durante o processo de discussão e votação do projeto nas comissões temáticas da Alese e no plenário. Mas qual o quê. O desejo da oposição em ver o governo cada vez mais afundado naufragou. Por eles, nenhum servidor público colocaria no bolso um centavo sequer relativo ao 13º constitucional.

Pensaram (os da oposição) tão somente no discurso político de desmantelo do governo, quando poderiam pensar nos cerca de 50 mil servidores públicos que aguardam por esse dinheiro muito bem-vindo, seja ele através de operação bancária ou direto da conta do Estado para a deles. E ao que parece, não é assim que se faz a boa política. Não é apostando no “tá ruim, mas pode ficar pior”, em relação ao funcionalismo público, que eles (os da oposição) irão conquistar a simpatia do eleitor na hora da urna.

Há discrepâncias incríveis na bancada de oposição. Um deputado jovem de pensamentos velhos, um homem que se diz de Deus e adora a incoerência política, senhoras de discursos ufanistas, mas que não passam do mais do mesmo. E mais dois ou três que não se sabe ao certo o que estão fazendo ali naquele Parlamento. Nas últimas semanas, inclusive, integrantes da oposição vêm votando contra recursos para recuperação de estradas, contra possível solução para a causa previdenciária, e até contra requerimentos de urgência, caso inédito no parlamento estadual. Ou seja, é nada mais que a oposição por oposição.

Neste ponto, é importante lembrar: não estou aqui enaltecendo atos governistas, pois não cabem nesta análise, e também não escrevo aqui como “assessor de imprensa” do líder do Governo na Casa. No entanto, lógico, incorporo as ideias de Francisco Gualberto em relação às garantias de pagamento de salário aos servidores públicos. A política do “quanto pior, melhor” está do outro lado do balcão. Aqui escrevo como observador da política local e jornalista legitimado para exercer tal função.

Ademais, nesta mesma semana o jornal Estadão (SP) noticiou que “cerca de 1,5 milhão de servidores estaduais correm o risco de não receber o 13º salário até o fim do ano”. São os Estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Minas Gerais, além de Piauí, que “já enfrentam dificuldades mensalmente para levantar recursos para arcar com a folha de pagamento e seus funcionários devem penar para receber o salário extra”.

Não é demais lembrar isso aos nobres deputados da oposição em Sergipe. Portanto, o hercúleo esforço feito pela oposição para que os servidores públicos de Sergipe ficassem sem receber o 13º salário no final deste ano não surtiu efeito. Os já massacrados trabalhadores terão direito, sim, ao benefício na sua integralidade. E que isso sirva de lição para quem faz política pensando no sofrimento de muitos para que poucos possam usufruir de seus lucros eleitorais.