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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Nota de Isadora revela a malandragem do jeito de ser de Sukita
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Isadora Sukita: tão jovem, mas já tão Sukita

“É com muita tristeza”, aproveitando-se da primeira frase dela, que deve ser lida, ou divulgada, a tal Nota Pública com o título de “Hoje quero falar aos capelenses”, que uma senhorita com o sobrenome muito comprometedor, chamada Isadora Sukita, fez circular nesta última segunda-feira, dia 6. “Fez circular” é o modo mais apropriado de escrever - uma vez que tem tudo para que “o” autor seja bem outro. 

Na verdade, a Isadora Sukita trata-se de uma filhota de Messias Sukita - sim, aquele mesmo, o ex-presidiário e o condenado nova e recentemente a 13 anos de prisão por corrupção da coisa pública -, que vem a público chorar porque, depois da briga entre a madrasta dela, a prefeita Silvany Mamlak, e o pai, o Sukitão falastrão, fora exonerada do posto de secretária municipal.

Coitada. Veja como chora a mocinha na sua seriíssima nota “Hoje quero falar aos capelenses”: “É com muita tristeza que recebo minha exoneração do cargo de secretária de Governo da Prefeitura de Capela”, diz ela na primeira linha. Imagina-se o tamanho da “muita tristeza”.

Gente, é de causar piedade que uma guria de 18 anos - feitos no dia 27 de janeiro -, que não sabe sequer de que lado nasce o sol, se ponha a choramingar em praça pública a perda de um cargo público de secretária em uma das 20 maiores cidades de Sergipe, para o qual ela parece nunca ter tido o mínimo de preparo e para onde fora imposta por uma figura que já deveria de há muito ter sido banida da política, a bem da decência desta atividade, que é o papito dela.

Mas veja como a jovem de verbos velhos se expressa na justificativa da importância “dos seus serviços prestados” ao celebre município capelense e sua gente: “Durante o tempo que fiquei, trabalhei muito para melhorar a vida do nosso povo. E hoje sou impedida de continuar o meu trabalho sem nenhuma justificativa”, disse.

Que história é esta de “melhorar a vida do nosso povo”, Isadora Sukita? De que povo a senhorita estaria a falar? Caro leitor, atente para um detalhe fatal que a dissimulação da nota da família Sukita esconde: a jovem Sukitinha era secretária apenas do dia 2 de abril - deveria ter sido do 1° de abril - para cá, quando sucedeu sabe a quem? Ao papai. Foram apenas quatro meses para a jovenzinha de 18 anos trabalhar “muito para melhorar a vida do nosso povo”. Oh céus! 

E a nota choraminga mais: “É lamentável a forma como a prefeita Silvany quer governar, odiando e perseguindo as pessoas, como fez comigo. É o que se chama de “sistema mão-de-ferro”. Por isso, digo aos capelenses que saio hoje, mas com fé em Deus um dia voltarei, não nomeada por ela, mas nomeada pelo próprio povo de Capela”, diz a moça. Todo o Sergipe está acostumado com esta frase pronta “odiando e perseguindo as pessoas” e vê nela o DNA tenebroso do Sukitão.

Portanto, Santo Deus dos miseráveis, tende horror ou piedade de tamanha desfaçatez e de tamanha calhordice e malandragem. Desculpa aí, jovem Isadora Sukita. A desfaçatez e a calhordice não são suas. São atribuídas à figura de quem você porta o sobrenome, que deve ser autora da nota em seu nome. Quase eclesiástico, Sukita é o ser mais fake a transitar debaixo do sol de Sergipe e um pai tão pouco zeloso que ajuda a tornar fake até o nome da própria filha.

Na verdade, toda a pomposa nota “Hoje quero falar aos capelenses” tem uma única finalidade expressa: a de jogar o povo de Capela contra Silvany Mamlak, uma mulher que deve ser canonizada por ter suportado por tantos anos tamanha arrogância - nomear na tora uma menina de 18 anos secretária de Governo é apenas uma delas - e tantas corrupções emanadas da parte de Sukita. O resto, é mimimi. O resto, é choro sem causa.

Aliás, desembargador Ricardo Múcio Santana de Abreu Lima, o que falta mesmo para que a Justiça Eleitoral, que o senhor tão bem preside, faça cumprir os 13 anos e 9 meses de prisão que foram determinados no dia 17 de julho deste ano por corrupção eleitoral, desvio de verbas públicas e autorização de despesas não previstas em lei contra este cidadão? A sociedade clama pelo cumprimento desta sentença, desembargador.