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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

NOVA ALESE 9 - Francisco Gualberto: origem muito pobre e o esforço para não perder a coerência
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Francisco Gualberto está há 16 anos na Alese, seguindo para o quinto mandato

Sem dúvidas, o deputado estadual Francisco Gualberto, PT, 62 anos, é um homem de luta e muita superação. Segundo o próprio diz, nesta vida passou por muitas dificuldades e muitas felicidades também. Entre suas principais ações terrenas estão a fundação do Partido dos Trabalhadores - PT - e da Central Única dos Trabalhadores - CUT -, ao mesmo tempo, em Sergipe.

Francisco Gualberto é um homem que soube escolher logo adolescente o seu lado neste mundo politizado: a esquerda. Sua origem humilde, ou melhor, miserável, não deu outra opção. Ele, desde quando se entende por gente, luta contra a desigualdade social. Desde cedo, envolveu-se com a militância sindical e política.

Francisco Gualberto é um homem que ao longo da trajetória sindical e política foi, por exemplo, presidente do Sindicato dos Químicos de Sergipe - Sindiquímica; presidente da CUT, em duas ocasiões; integrou a direção estadual e direção municipal de Aracaju do PT. O deputado também foi um dos responsáveis pela fundação do PSTU no Estado.

POETA E PAI DE FAMÍLIA

É um homem, mesmo deixando mais evidente o lado político, cultural. Adora cultura. Escreve poemas e faz canções. E canta também. “A arte é uma coisa muito presente em minha vida. Tenho seis livros de poesia publicados. O primeiro é “Poemas Inocentes”, de 1977, depois vem “Liberdade”; “Dimensões” e, por último, em 1994, “Poesia, Prosa e Política” - este é tipo uma coletânea, três em um”, informa o Gualberto poeta.

É um homem casado há 43 anos com Maria de Fátima Batista da Rocha, que conheceu nos seus tempos de trabalho em fábrica têxtil. Com ela, teve três filhos: duas mulheres - Fabiane e Fabíola - e um homem, Franklin, o primogênito que hoje tem 42 anos. Esses lhe deram cinco netos.

É um homem que, devido ao fato de ter vivido na miséria, só conseguiu entrar na escola aos 13 anos. Antes disso, virou-se só, com auxílio de algumas pessoas, para aprender a escrever o nome e fazer contas matemáticas básicas. Hoje, ele tem ensino médio completo e diploma de técnico em Química.

3d672307a74ee908Gualberto ganhou uma eleição pela primeira vez em 2000, para vereador. Na mesma época, Déda foi eleito prefeito

QUINTO MANDATO

É um homem que vai para o seu quinto mandato como deputado na Assembleia Legislativa de Sergipe - Alese -, sendo eleito no último pleito com 24.637 votos, 12º mais votado. Ele iniciou a trajetória na Casa em 2003, após o assassinato do deputado Joaldo Barbosa. Nas eleições seguintes de 2006, 2010 e 2014, conquistou vaga direto, sem passar pela suplência.

Para chegar até a Alese, Gualberto trilhou muitos e muitos caminhos. Sua vida não foi nada fácil. De cara, na infância, já teve que enfrentá-la sem a ajuda ou o auxílio dos familiares mais importantes para uma pessoa: seus pais.

“Nasci no dia 23 de maio de 1956, bem precisamente num povoado chamado Caípe Velho, na cidade de São Cristóvão, por meio de uma parteira, inclusive, numa noite de escuro. Não tinha luz elétrica”, relata o deputado. “Na hora em que eu terminei de nascer o candeeiro apagou. Mas, mesmo assim, a parteira me disse: “esse menino é bonito””, afirma, aos risos.

11f465f7200d22ceNa Alese, Gualberto foi líder do Governo por oito anos: Déda, Jackson e Belivaldo

TRABALHO AOS 10 ANOS

Gualberto é filho de José Gualberto Rocha e Josefa Marques da Conceição. “Eu perdi meus pais muito cedo. Ele, com sete anos e depois perdi logo minha mãe também. Ambos por doença. Passei a viver em casa de primos, tios. Minha vida foi de muita dificuldade”, informa. O deputado não tem irmãos.

“Eu sou de origem muito pobre. Mas não é apenas pobre. Falar em pobre, muitos pensam em quem não ter riqueza. Mas a minha origem é de quem tinha dificuldade para comer. Era miséria. Era pegar o siri ou aratu no mangue de manhã para comer meio dia”, relata o deputado. “Naquele período, carne de boi ou frango ou se tinha no quintal ou, caso dependesse da feira, só se comia dia de domingo. Era uma comida especial”, relembra.

Sem os pais para sustentá-lo, para Francisco Gualberto o jeito foi trabalhar ainda criança. “Com 10 anos, já cortava lenha por metro. Era natural. Era a lei da sobrevivência. Naquele período, 1966, 1967, não existia ainda gás de cozinha. A forma mais moderna que se tinha de preparar alimento era com lenha ou a carvão. Eu trabalhava exatamente no sítio de seu Rubens cortando ou juntado lenha para fazer caieira, que é o processo de fabricação do carvão. Passei dois anos nesse ofício”, relata Gualberto.

76b87516f9cb2e97Gualberto foi eleito neste último pleito com 24.637 votos, o 12º deputado estadual mais votado

VIDA DUPLA: EMPREGO E ESTUDOS

Aos 14 anos, Gualberto teve sua carteira de trabalho assinada pela primeira vez. “Em 1971, fui para o centro urbano de São Cristóvão e consegui meu primeiro emprego numa fábrica de tecidos, a Pedro Amado. Entrei limpando tear, espécie de um serviço geral, mas depois me tornei profissional da área têxtil. Um tecelão. E fiquei por seis anos lá”, informa.

Para trabalhar, garantir sustento diário, Gualberto teve que abrir um pouco mão dos estudos em sala de aula, onde entrou já aos 13 anos. “A fábrica tinha os turnos, então eu entrava na escola às 7h da manhã, mas 9h45 eu saía e entrava no emprego, onde ficava até às 2h da tarde”, relata.

“Quando saía da fábrica, uma professora de São Cristóvão, que ainda está viva, a Vandinha, repassava generosamente as lições na casa dela. Para ser ter ideia do quanto isso foi um bem muito grande, naquele período, para sair do primário e ir para o ginásio, tinha um curso de admissão. Era como se fosse um vestibular. Mesmo com essa minha deficiência de faltar parte da aula, com ajuda da professora Vandinha e, talvez, pelo meu esforço, passei na admissão e fiz o ginásio em São Cristóvão”, informa o deputado.

3d3f9a1bebd78b27Atualmente, Gualberto ocupa a Vice-Presidência da Assembleia Legislativa

MILITÂNCIA SINDICAL E POLÍTICA

Foi nessa época têxtil que, além de ter que conciliar com os estudos e conhecer sua futura esposa, Gualberto iniciou sua militância sindical e política. “Após sair de lá, filiei-me ao antigo MDB porque na fábrica eu já era filiado ao sindicato dos trabalhadores. E era o período da ditadura militar. Difícil. Desde adolescente combatíamos à ditadura”, explica.

Segundo Gualberto, naquela época, mesmo muito novo, já tinha um pouco de consciência do que eu estava fazendo. “Até porque era um período assustador. Quem era da Arena, entrava num bar para beber cerveja, quem era do MDB não podia entrar. Era um período em que o soldado de polícia batia, fazia o que queria. Então, se você for analisar isso com frieza e consciência, não entra nessa”, afirma.

“Por isso, de forma muito tranquila, enveredei-me por esse caminho (da esquerda) e peguei, como consequência, processos, prisão, porrada de polícia, ainda na ditadura, mas mais no final dos anos 80. Mas nada foi à toa”, ressalta o deputado.

MEDO DA MORTE/MUDANÇA

Cheio de convicções políticas, Gualberto foi trabalhar em 1977 na Prefeitura de São Cristóvão, na Gestão do então prefeito Lauro Rocha - homem a quem ele ajudou a se eleger. “Fui locutor do serviço de autofalante, secretário da junta de serviço militar, que apesar da ditadura e o nome militar, não tem nada a ver. A junta era um setor mantido pela Prefeitura que tirava carteira profissional e fazia alistamento”, explica. Ele ficou na Administração Pública de lá até 1979.

Como nem tudo são flores, principalmente durante o regime militar, Gualberto, por questões políticas, atritos, segundo ele, até mesmo físicos, teve que se mudar para a capital. “Como eu era muito pobre, percebi que eles queriam me exterminar de fato. Então tive que sair de São Cristóvão, depois de ser processado - respondi por cinco anos, mas eles não conseguiram me eliminar”, diz. Saiu quase fugido, com medo da morte.

Uma vez em Aracaju, Gualberto era um total desconhecedor da cidade. Inicialmente, foi morar de favor com um cunhado. “A minha vida toda era, até então, o Caípe Velho e São Cristóvão. Eu não conhecia Aracaju e nem seu campo de trabalho”, afirma.

52f8c66d0e12d9d5Gualberto ao lado de companheiros de militância política. Ele já foi presidente do Sindiquímica e CUT

PORTEIRO DO FLAMBOYANT

De acordo com ele, passou por muitas dificuldades na capital. “Morei em quarto de vila do Santos Dumont, entre1981 e 1982; morei na ocupação onde hoje é o São Conrado, sem luz e sem água. Ali fiquei por mais de um ano e meio”, informa.

O primeiro emprego do agora deputado em Aracaju foi como porteiro do famoso Condomínio Flamboyant, localizado próximo à Avenida Hermes Fontes, no Luzia. “Tive que começar a trabalhar também no que era possível”, ressalta.

Depois da portaria do Flamboyant, foi trabalhar com ajudante de apontador - o responsável na construção civil por fazer anotações das horas extras dos trabalhadores. “Trabalhei ali no prédio chamado Saveiro, na Rua Itabaianinha, que ainda existe e foi construído pela Norcon. Era uma função quase administrativa. Ali fiquei por mais ou menos dois anos”, informa.

ENTRADA NA PETROBRAS

Ainda no serviço de apontador, Gualberto conheceu um engenheiro nissei - descendente de japonês - que mudou os rumos de sua vida em Aracaju e abriu as portas para ele entrar na Petrobras.

“Conheci esse engenheiro na porta do Saveiro. Ele era gerente do Tecarmo, que estava sendo construído naquela época. Ao me ver por ali - eu era um adolescente, tinha 19 anos -, pensou que talvez eu merecesse uma oportunidade. Aí, fui viver um mundo que nunca tinha visto na minha vida. Era a Petrobras se instalado em Sergipe”, relata o deputado. Em dois anos como funcionário do Tecarmo, ele se tornou almoxarife.

“Quando estava próximo de terminar a obra do Tecarmo, surgiu outra obra da Petrobras, em Santo Amaro das Brotas. E fui então levado através do engenheiro para trabalhar lá, onde fiquei dois anos”, informa. Nesse meio tempo, em 1983, surgiu um concurso da Fafen e Gualberto se lançou em fazer. E passou.

034cddec7bc0f3edDesde quando se entende por gente, Gualberto luta contra a desigualdade social e milita na esquerda

FAFEN E PT

“Passei no concurso da Fafen no Governo de Sarney. Aí, surgiu um programa que, quando faltavam 17 dias para ser chamado, suspenderam todos os chamamentos aos concursados”, informa o deputado.

Com o impasse, segundo Gualberto, houve um acordo entre vários concursados, sendo estes transferidos para uma empresa terceirizada. “Fiquei um ano e meio na construção da fábrica, mas não como funcionário da Petrobras. Só um ano e meio depois que pudemos, de fato, ingressar como concursados na Fafen”, relata.

Foi nesse período de ingresso na Fafen que se construía no Brasil e em Sergipe a fundação do PT. “Quando cheguei exatamente na Fafen encontrei uma série de companheiros - Orlando Rodrigues, Edmilson Araújo, Paulão da CUT, Antonio Cruz e tantos outros - que estavam discutindo a fundação da CUT e do PT ao mesmo tempo”, informa o deputado.

CRIAÇÃO DO PSTU

“Como eu tinha convicção do lado que eu queria estar, o dos trabalhadores, da população, da democracia, e não da ditadura e dos ricos, eu fui envolvido por esses companheiros. Desfilei-me do MDB, pois já tinha cumprido o meu papel, e passei a construir o Partido dos Trabalhadores e a Central Única dos Trabalhadores”, relata Gualberto.

Quem pensa que Gualberto passou sua trajetória política toda no PT, está enganado. “Em 1996, tivemos uma divergência com um grupo de companheiros do PT e fomos fundar o PSTU”, diz. Contudo, mais a frente, o deputado viu que essa divisão da esquerda em Sergipe não foi tão benéfica em sua vida.

Mas antes de perceber isso, Gualberto foi candidato numa eleição pela primeira vez na vida, pelo PSTU. “Em 1994, candidatei-me a senador e tive 70 mil votos. Uma votação extraordinária. Fui candidato sozinho pelo PSTU. Mas se elegeram para senador José Eduardo Dutra, que não está mais entre nós, e Valadares”, informa

8f8e8d8a91a2bd39Gualberto com o governador Belivaldo Chagas e o prefeito de sua terra natal São Cristóvão, Marcos Santana

PRIMEIRAS CANDIDATURAS

Em 1996, Gualberto se lançou a prefeito de Aracaju, saindo-se derrotado mais uma vez. “Tinham dez candidatos naquela ocasião. Fui o sexto na votação. Então, posso dizer que sempre recebo uma parcela de atenção da sociedade”, afirma.

Em 1998, lá foi Gualberto na sua terceira tentativa como candidato do PSTU. Desta vez, pleiteando um mandato de deputado estadual. Saiu da eleição sem vitória. “Fui o deputado mais votado pelo PSTU no Brasil. E, naquele período, Ismael Silva se elegeu pelo PT. Só que tive mais votos que ele. Não me elegi em função da legenda”, lamenta. “Mas foi uma votação muito expressiva diante de um partido que eu estava, nitidamente operário e nanico”, reforça.

Ao perceber que pelo PSTU não iria muito longe, Gualberto voltou para o PT em 1999 – indo para uma eleição municipal como vereador e Marcelo Déda como prefeito em 2000. “Foi quando participei e me elegi numa eleição. Fui o segundo mais votado, o primeiro foi Adelson Barreto. Nos índices, continuo sendo um dos vereadores bem mais votados em Aracaju (na história)”, destaca.

CHEGADA NA ALESE

Após a primeira vitória, Gualberto se empolgou e foi tentar novamente uma vitória, agora como deputado estadual. Bateu na trave. Conquistou apenas uma segunda suplência. Mas uma segunda suplência que para ele foi mais que uma vitória, pois lhe garantiu a vida.

“Aconteceu aquela infelicidade do assassinato de Nego da Farmácia (deputado estadual Joaldo Barbosa), que depois descobriram que o mandante do crime era o primeiro suplente, Antonio Francisco. Aí, fui chamado a assumir a vaga dele. Na outra eleição, elegi-me sem precisar de suplência. E sucessivamente fui me elegendo e tendo a honra de estar aqui como deputado”, afirma o parlamentar.

A entrada “infeliz” na Alese deixou uma reflexão na vida de Gualberto. “Nem tudo que se dá errado, deu errado de fato. Muitas vezes o que a gente pensa que deu errado, deu foi certo. Essa eleição de 2002 foi uma coisa que Deus me protegeu, porque por 230 votos eu poderia ter sido assinado no lugar de Nego”, reflete.

12aa7cb7ab33656fGualberto promete não fugir de um dos principais papeis dos deputados: apresentar proposituras em benefício do povo

REFLEXÃO PARA A VIDA

“Olhe, na época, não fiquei triste por não ter ganhado a eleição. Logo após o resultado, chegou em minha casa um amigo e eu estava tocando violão e tomando uma cachacinha. Ele disse: “rapaz, como você está nesse estado de espírito? Por pouco não se elegeu”. Eu disse: “estou comemorando, porque é isso que Deus quis””, relata Gualberto.

Duas semanas depois do assassinato de Nêgo, numa rádio, Gualberto também disse: “Queria agradecer aos 11.179 sergipanos que votaram em mim e principalmente aos 230 a mais que não votaram”, relembra.

O deputado deixa um recado: “É bom que as pessoas irem prestando a atenção no que ocorre na vida. Não pensem na vida apenas como uma máquina. “Eu preciso ser deputado e para isso vale tudo. Ou eu preciso ser alguma outra coisa e para isso vale tudo”. Existem outros valores na vida que devemos prestar atenção”, afirma.

EX-LÍDER/VICE-PRESIDENTE

Para o desempenho deste quinto mandato parlamentar, Gualberto afirma que se bastará caso mantenha o nível obtido nos quatro últimos. “É até paradoxo o que vou dizer, mas, se eu conseguir manter neste o perfil dos meus mandatos anteriores, já vou me dar por satisfeito, porque umas das lógicas da minha atuação política é não me esconder de nada. Segundo, não ser um oportunista eleitoral”, diz.

Gualberto explica o que seria ser um oportunista eleitoral. “É o cabra que diz: “eu não posso defender essa posição porque isso não dá voto”. Ou: “eu tenho que ser contra o Governo, pois só me elejo na oposição”. Ou ainda: “tenho que ser a favor do Governo, pois só me elejo no Governo”. Isso nunca aconteceu em minha vida”, afirma.

Outra aspecto que Gualberto acha fundamental é a lealdade – e isso, não só na política. “Não ser o popular vira-folha. Isso não serve para nenhuma dimensão da vida. Eu tenho lado, com ônus ou bônus. É isso que quero manter. Tanto é que fiquei oito anos na liderança do Governo de Marcelo Déda e depois mais quatro no de Jackson Barreto, que teve mandato complementado por Belivaldo Chagas”, diz.

Com a saída da liderança do Governo na Alese, Gualberto assumiu outro papel na Casa: virou vice-presidente. “Tenho agora mais uma tarefa: a Vice-Presidência. Preciso contribuir para que a administração da Assembleia tenha sucesso. Mas sou vice, né. Quem a comanda mesmo é o presidente, o primeiro e segundo secretários”, explica ele, para deixar tudo claro.

PROJETOS/LEIS

Claro, Gualberto promete não fugir de um dos principais papeis dos deputados: apresentar proposituras em benefício do povo. “Vamos continuar fazendo projetos importantes, como vários que já fiz e aprovei e estão aí em vigor. Por exemplo, se você for hoje assaltado, furtado e levarem seus documentos, você não paga um centavo pela segunda via. Basta levar o boletim de ocorrência. É uma lei desse operário”, informa.

“A isenção de taxas para inscrições de concursos públicos é lei minha também. Parece coisa simples, mas não é. Já vi muitos filhos de pobres fazendo rifa, cota para pagar taxa de inscrição”, afirma o deputado.

Na visão de Gualberto, outra lei importante - que surgiu através de projeto dele - é uma que trata do meio ambiente. “0,05% do arrecadado em Sergipe é destinado a um fundo de preservação das bacias hidrográficas. Só Sergipe tem isso. Digo uma coisa: é preciso legislar atuando. Não fazendo projeto por fazer, defendendo posições, grupos políticos que você acha melhor”, enfatiza Gualberto.