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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Números do Datafolha e do Ibope depõem contra o sonho presidencial de Jair Bolsonaro
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Jair Bolsonaro: teto baixo para avançar até a Presidência

As das pesquisas de âmbito nacional feitas nesta segunda e terça-feiras pelo Datafolha e pelo Ibope, em parceria com a Rede Globo de Televisão, devem ser encaradas como uma ducha de água fria no sonho presidencial do deputado federal pelo Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro, PSL, de se fazer presidente da República nas eleições deste ano.

Pelos índices dos dois principais institutos de pesquisas do país, o capitão militar vai sambar. Os números, sobretudo os do Datafolha, prenunciam que ele não terá a chance pensa ter. O resultado das duas pesquisas até impressiona a leitores desavisados desse tipo de sondagem. E impressiona pelo simples fato de Jair Messias Bolsonaro estar, de fato, liderando a corrida sucessória neste momento numa e noutra pesquisa.

Pelo Datafolha, Bolsonaro tem 24% das intenções de voto dos brasileiros. Pelo Ibope, vai a 26%. Nos dois casos, a média dele é do dobro do segundo colocado, que é o candidato Ciro Gomes, PDT, com 13% no Datafolha, e com 11%, no Ibope.  

Aqui, nem vale mencionar que o horrível e afrontoso episódio de que fora vítima Bolsonaro, ao ser esfaqueado na véspera do 7 de setembro em Minas, o que fez muitos avexados analistas apostarem que ele estouraria nas pesquisas como uma consequência de uma comoção.  

Cresceu, sim. Mas não assombrosamente. Não foi isso o que se deu. Vale lembrar que as duas pesquisas nas quais Bolsonaro fica com 24% e 26% foram feitas a partir do sábado, 8, dois dias após o episódio de violência contra ele.

Mas dois dados imprescindíveis dessas duas pesquisas estão sendo subestimados por políticos e por analistas, e ambos são fatais contra o sonho do Bolsonaro e bolsonaristas:

1 - Bolsonaro tem uma acachapante rejeição. O dobro de suas intenções de votos. 2 – Num segundo turno, Bolsonaro tem enorme dificuldade de vencer os demais concorrentes – faz uma cocegazinha apenas quando enfrenta o agora candidato oficial do PT, Fernando Haddad.

Aos dados da rejeição: 43% dos brasileiros ouvidos pelo Datafolha disseram que não votariam em Bolsonaro de modo algum. Isso é quase o dobro dos 23% que lhe dizem sim. No Ibope, essa rejeição fica em 41%.

Aos dados do segundo turno: pelo Datafolha, Marina teria 43% e Bolsonaro, 37%. Alckmin iria a 43% e Bolsonaro ficaria em 34%. Ciro teria 45% dos votos e Bolsonaro, somente 35% - 10 pontos percentuais a menos. A melhor performance do capitão seria frente a Fernando Haddad, PT: 39% do petista contra os 38% dele.

Nos dados de um segundo turno, segundo o Ibope, o capitão militar se sai melhor: Ciro Gomes teria 40% e Bolsonaro, 37%. Alckmin teria 38%, ele 37%. Bolsonaro e Marina teriam os mesmos 38%, e com Haddad, o capitão botaria 4 pontos percentuais de frente: seriam 40% dele e 36% do petista. As duas pesquisas estão devidamente registradas no TSE.

Seguramente, o capitão Bolsonaro deve pagar o preço pelo seu modo nada brando de fazer política.