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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

OPINIÃO - O despreparo político de Belivaldo Chagas
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[*] Antonio Carlos Valadares

Não houve agressão - No artigo que eu escrevi citando o fator Haddad-Lula como principal justificativa para o resultado das urnas em Sergipe e no Nordeste, onde foi que eu fiz qualquer ofensa pessoal ao governador Belivaldo Chagas para merecer tão violenta e destabocada resposta contida na nota “Belivado Chagas vê “dor de corno” e “coisa de derrotado” no artigo de Valadares”, publicada neste Portal JLPolítica.

Dados oficiais - Numa análise baseada em boletins dos Tribunais Regionais Eleitorais, apresentei uma síntese interpretativa da influência do binômio petista Haddad-Lula na vitória de candidatos ao governo em todo o Nordeste, inclusive em Sergipe.

Reação desproporcional - Será que o governador Belivaldo Chagas, por pura vaidade, sentiu-se ofuscado e se ofendeu porque a minha análise explicitou o verdadeiro protagonista da eleição, e ele tenha ficado num mero segundo plano?

Mas é estranho que não houve a mesma reação, quando lideranças do PT, e da base aliada, fizeram análises idênticas sobre o tema, confirmando a força de Haddad, o candidato de Lula à Presidência. Aliás, minha análise foi corroborada por matéria oriunda da imprensa nacional (G1/Globo).

Campanha sem limites - No entanto, no supramencionado artigo, achei por bem não adentrar nos detalhes escabrosos de uma campanha sem limites, que abusou do poder político e econômico como nunca acontecera nos anais de nossa história eleitoral para se chegar ao poder, e conquistar um mandato eletivo de governador. Sobre tais irregularidades, a Justiça Eleitoral tem processo de investigação em pleno andamento, acompanhada de perto pela PRE/SE. 

Repúdio ao desrespeito – Repudio, com indignação, mas com compreensão e benevolência, os termos chulos pronunciados pelo governador em meio a um nervosismo inexplicável, evidenciando total despreparo para a liturgia do cargo.

Extrapolação da ação política - A forma descortês como ele se referiu à nossa relação passada, extrapolou a política, deixando escapar que existia algo mais entre nós, além dos sentimentos da política. O que não é verdade, fato que, para mim, considero inadmissível.

Liturgia do cargo no lixo - Esse destempero verbal não condiz com a figura de um governador eleito pelo povo, mas de alguém que, sem o mínimo pudor e respeito aos outros, e por se considerar o senhor ou a senhora que tudo pode, fica nas esquinas da vida livre, e senta a pua em quem lhe contraria.

[*] É senador de Sergipe pelo PSB.