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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

OPINIÃO - Preço justo, obra concluída e sociedade atendida
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[*] Luciano Barreto
 
A defesa rigorosa de preço justo, da obra concluída em tempo e de uma sociedade melhormente atendida tem sido a bandeira de luta da Associação Sergipana dos Empresários de Obras Públicas e Privadas – Aseopp -, iniciada há mais de oito anos. Será que o atual modelo de controle dos recursos federais, visando unicamente preços e punições, é o melhor para o Brasil? 
 
Claro que não. Milhares de obras paralisadas, outro tanto sem qualidade, respondem com clareza esta indagação. Alguém já se preocupou em calcular os prejuízos das obras que não se concluem? Além disso, o prejuízo não mensurável da sociedade, que não pode dispor do investimento custeado pelos impostos que ela mesma paga, com enormes sacrifícios.
 
O que desejamos é apenas o óbvio. E uma obviedade representada pela supremacia da Lei de Licitações sobre acórdãos, normas e procedimento dos órgãos de controle. 
 
Aliás, entendemos que estes deveriam unicamente auditar e verificar o cumprimento dessa lei. Do contrário, estariam ao criar ou modificá-las, desrespeitando o Congresso Nacional que, com mandatos outorgados pelo povo, tem poderes para tanto.

A engenharia nacional, antes louvada e respeitada em todo o mundo, deixou de ser o orgulho de todos nós brasileiros. Tivemos a Ponte Rio-Niterói, a barragem de Itaipu e tantas outras concluídas dentro do prazo e qualidade. 
 
Mas hoje é impossível concluir obras de médio e pequeno porte. Vejamos a BR-101-Norte, em 100 km! Em qualquer país do mundo, seria concluída em um ano. Mas ao contrário, temos mais de 20 anos em execução e está longe de sua conclusão. 
 
Quantos perderam a vida em obras que começam e nunca param, mal sinalizadas e que se constituem num perigo constante para os que nela necessitam trafegar? Qual o custo final de uma obra que não se conclui em tempo? Seria preciso levar isso em conta. 
 
Por que não falar e relembrar do Hospital do Câncer? Contratada sua construção já há mais de um ano, nada ali foi feito. O contrato foi até rescindido. Tudo foi feito de acordo com a lei, e fatos como esse mostram a necessidade de reformá-la.
 
Dependemos de preços calculados a partir da realidade do mercado. Fazemos a defesa da média e pequena empresa (séries B e C), que estão sendo destruídas. 
 

As grandes empresas, as da série A, como costumo chamar, fazem parte de uma realidade que desconhecemos. Empresários e gestores, vivemos pressionados, humilhados com auditorias que não dialogam com as partes e não buscam conhecer as soluções adotada. Vivemos tão somente sob processos e punições.

[*] É engenheiro, presidente e mantenedor do Grupo Celi e presidente da Aseopp.