Aparte
OPINIÃO – Apoio de Alessandro Vieira a Belivaldo Chagas seria chover no molhado
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[*] Paulo Márcio Cruz

Não sou bom em matemática. Menos ainda em disputa política. Ainda assim, fazendo uns cálculos rápidos, descobri que precisaria de umas 10 eleições para, com muita sorte, alcançar metade dos votos obtidos por Alessandro Vieira, do Rede.

De maneira que considero acertada a sua decisão de sair da “zona de conforto”, como disse nesse Portal – “Não sou homem de ficar neutro” - e expor-se apoiando um lado no segundo turno da eleição para o governo estadual, agradando e desagradando simultaneamente grande parcela do seu eleitorado.

Um apoio ao candidato Belivaldo Chagas, PSD, que obteve uma ampla vantagem no primeiro turno, está no comando da máquina administrativa e já conta com o apoio da maioria dos prefeitos e lideranças, é chover no molhado, uma vez que define posição, mas não altera o resultado da eleição.

Ao contrário, sua presença no palanque do candidato Valadares Filho, PSB, pode vir a ser o diferencial nessa disputa que muitos já consideram sacramentada. Assim como Alessandro Vieira, Valadares Filho se entrincheirou na oposição e criticou duramente o governo Jackson-Belivaldo.

Para a Alessandro Vieira, desfraldar a bandeira do governo nesse momento pode não ser ilegítimo, mas seria uma ação eleitoralmente inócua e politicamente muito arriscada.

[*] É delegado da Polícia Judiciária, colega de Alessandro Vieira na SSP.