Aparte
Belivaldo vê Educação pública “como prioridade social”, assegura Josué Modesto dos Passos
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Josué Modesto dos Passos Subrinho: a emenda nos dará capacidade de investimento

Além de “como prioridade social”, a educação também “como uma política de Estado”. E está nisso a grande diferença, que equipara a educação pública com a saúde ou a segurança pública e coisas boas poderão de fato acontecer. Quem pensa assim é o secretário de Estado da Educação de Sergipe, Josué Modesto dos Passos Subrinho.

Para Josué, “não” soou como uma surpresa que na reta final da campanha pela reeleição o governador Belivaldo Chagas, PSD, deixasse vazar que a educação pública de qualidade será sua meta de número um no Estado no próximo Governo.

“Tendo em vista que o governador Belivaldo Chagas foi secretário de Estado da Educação, é compreensível que ele conheça os percalços, as virtudes e as potencialidades do setor e que tenha escolhido, entre tantas outras necessidades sociais, a educação”, pontua Josué Modesto dos Passos Subrinho.

“Isso é reconfortante para os que trabalham na área. A educação é sempre uma aposta de prazo mais longo. Deve-se, portanto, à percepção de estadista a priorização da educação decidida pelo governador Belivaldo Chagas”, diz o secretário. Conheça na breve entrevista a seguir um pouco mais do pensamento de Josué Modesto dos Passos Subrinho sobre a sinalização de Belivaldo Chagas para o setor de educação.   

Aparte - Secretário, surpreenderam-lhe as manifestações finais da campanha, e na comemoração da eleição, do governador eleito Belivaldo Chagas, dizendo que a Educação será a sua bandeira de número um?
Josué Modesto dos Passos Subrinho –
Não. Tendo em vista que o governador Belivaldo Chagas foi secretário de Estado da Educação, é compreensível que ele conheça os percalços, as virtudes e as potencialidades do setor e que ele tenha escolhido, entre tantas outras necessidades sociais, a educação. Isso é reconfortante para os que trabalham na área.

Aparte - Na prática rotineira, ele já havia cobrado algum projeto em especial da Secretaria de Educação com esta finalidade?
JMPS -
Belivaldo cobra de nós um esforço para generalização das boas práticas existentes na própria rede estadual e em outras redes públicas, enfim, o estabelecimento de um clima de que é possível ter êxito.

Aparte - Qual o significado desta emenda impositiva ao Orçamento da União que Belivaldo acaba de aprovar para a Educação?
JMPS –
Essa emenda nos dará capacidade de investimento, imprescindível para adaptar escolas às necessidades atuais, do ponto de vista predial e de equipamentos. O orçamento executado pela Seed, em 2017, destinou apenas 1,5% para investimentos. Portanto, precisamos de recursos extraordinários para custear os investimentos, e é o que a emenda permitirá

Aparte - Qual é o mais grave dos problemas da educação pública de Sergipe?
JMPS -
Talvez seja a dificuldade de colocá-la como prioridade social, visto que outros importantes problemas, como a segurança e a saúde, parecem mais palpáveis e imediatos para a maior parte da população. A educação é sempre uma aposta de prazo mais longo. Deve-se, portanto, à percepção de estadista a priorização da educação decidida pelo governador Belivaldo Chagas.

Aparte - O senhor estaria disponível para tocar este projeto de atenção especial de que fala Belivaldo?
JMPS -
Nós já estamos trabalhando. Obviamente, a avaliação da composição da equipe cabe sempre ao governador.

Aparte - Na sua visão, deve se começar por onde?
JMPS –
Nós só falamos dos investimentos para melhorias e adequações das escolas. Mas o programa de trabalho do governador apresentou uma premissa fundamental: a educação como política de Estado, que pressupõe a observação e perseguição de metas de longo prazos, já fixadas em lei e o condicionamento das ações aos citados objetivos.

Aparte - O senhor sente-se melhor no comando da Educação do que no da Fazenda?
JMPS –
São ambas missões instigantes, desafiadoras e que lidam, em níveis diferentes, com a otimização dos recursos públicos. Estou aprendendo, inclusive, com o ocupar posições diferentes na mesa de discussão fraterna.