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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Por que ver anormalidade na ida de Jackson Barreto a Michel Temer?
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Encontro teve a participação dos deputados Fábio Reis e André Moura e do ex-deputado Sérgio Reis

Estamos vivendo, de fato, um tempo de fundamentalismo político. Um tempo em que o desejo do indivíduo, do sujeito, tenta a todo instante subjugar a realidade coletiva e a necessidade do Estado. E aí, criminalizam-se atos e rituais políticos que em tempos e espaços democráticos são obviedades ululantes.

Um caso, em específico: não é que muita gente estranhou com rispidez o fato de o governador Jackson Barreto aparecer em foto ao lado do presidente Michel Temer como consequência de uma audiência como a desta quarta-feira entre eles dois?

Mas como assim? Desde quando deve haver estranheza no fato de um governador de Estado ser recebido por um presidente de República? Qual é o crime disso e nisso? Aos olhos desta coluna e do colunista que a representa, nenhum. 

O crime está em barbarizarmos a atividade política. Em satanizá-la. Se a barbarizarmos, vai sobrar o que para a civilização? O risco está no fato de que nesses tempos de mídias sociais, da pós-verdade, cada um tem seu fato particularzinho e uma tendência de ridicularizar tudo que pareça em desarmonia com os interesses específicos de cada um.

Ora, Sergipe é um Estado da Federação e tem necessidades e interesses no diálogo com quem preside esta Federação – seja lá quem for. Nada mais republicano que isso. E neste caso específico da audiência de JB x Temer da quarta, está um interesse bem específico: fazer com que o Governo Federal seja solidário à liberação do empréstimo de R$ 560 milhões que a Caixa concederá a Sergipe. O empréstimo é ruim para Sergipe? Aí são outros quinhentos.

E, nesse caso, Temer se postou ao lado desse pleito do governador. Disse que vai fazer de um tudo para que a Caixa libere a grana em tempo hábil. Aliás, se os trâmites republicanos brasileiros fossem os mais limpos e normais, nem haveria necessidade desta ida de JB ao presidente. A Caixa já não tinha dado o ok e a Alese aprovado? Pronto bastaria isso.