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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Prefeito de Lagarto pede “juízo e união” das oposições na sucessão de Sergipe
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Valmir Monteiro: “a gente tem de ter sensibilidade e não sair por aí se dividindo”

O prefeito da cidade de Lagarto, Valmir Monteiro, PSC, manifestou descontentamento com a possibilidade de o bloco das oposições sergipanas se bifurcar em três candidaturas ao Governo do Estado, representadas pelo senador Eduardo Amorim, PSDB, e pelos deputados federais André Moura, PSC, e Valadares Filho, PSB.

“A gente tem de tudo para ganhar estas eleições. Mas eu espero que a unidade das oposições não se desmanche. Agora, se querem desmanchar, o que é que eu vou fazer?”, adverte Valmir Monteiro.

Para Valmir Monteiro, se Eduardo Amorim, André Moura e Valadares Filho insistirem com projetos individuais na sucessão, todos saem perdendo. “Com cada um pensando no seu umbigo, em si, e esquecendo o povo de Sergipe, quem ganha é a situação”, diz ele.

“É preciso pensar que o povo de Sergipe está sofrendo com Jackson Barreto, que está sendo um péssimo governador para o Estado, como as pesquisas bem dizem aí”, diz. No contexto desse sofrimento do “povo de Sergipe”, Valmir Monteiro coloca a si mesmo enquanto gestor da terceira maior cidade sergipana.

“Eu estou já muito cansado de estar do lado da oposição, sofrendo, sendo massacrado pelo governador Jackson Barreto. Como prefeito de Lagarto, estou sendo estraçalhado”, diz ele.

Valmir afirma que, por questões políticas, o governador Jackson, em sintonia com o ex-prefeito Lila Fraga, retirou do município de Lagarto, no apagar das luzes da outra gestão municipal em 2016, um repasse mensal de R$ 1 milhão que fazia para a Prefeitura usar na Saúde. Esses recursos foram redestinados para um hospital-fundação, que não pertence ao município.  

“O que fizeram comigo e com Lagarto nos deixaram numa situação muito difícil. Aquele dinheiro que tiraram do município de Lagarto, no final da gestão passada, de R$ 17 milhões, nos entrava como um bom crédito. Agora imagine um município perder R$ 17 milhões, com um limite prudencial de 64% - que foi o percentual com que eu recebi o município de Lagarto das mãos de Lila - e ficar com a mão vazia, sem fazer nada”, diz o prefeito.

É claro que R$ 1 milhão por mês não dão R$ 17 milhões no ano. Inconscientemente, Valmir está falando de mais R$ 5 milhões que em 2016 o Governo do Estado repassou à gestão de Lila Fraga pelos recursos da repatriação. “No ano passado não tivemos um centavo de repatriação, que daria um impacto muito grande nas finanças do município e no limite prudencial. Prometeram e até hoje, nada. Para nenhum município”, afirma o prefeito.

“Diante de tudo isso, recomendo e defendo para as oposições juízo e união, união e união. Eu mesmo só penso em união. Ainda nesta segunda-feira fiquei de conversar com Valadares, mas não tive tempo. Eu acho que cada um dos três representantes dos três grupos tem capacidade de exercer o mandato de governador, mas a gente tem de ter sensibilidade e não sair por aí se dividindo. Então, eu, mais do que ninguém, tenho todo o interesse de que a oposição ganhe essa próxima eleição”, arremata Valmir.