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Gilson Andrade deixa o PTC e situação dele pode se complicar em 2020
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Gilson Andrade: se não se balançar na mesma gangorra de Ivan Leite corre perigo

O prefeito de Estância, Gilson Andrade, assinou nesta segunda-feira, 26, a sua desfiliação do PTC. Filiado desde 2009, ele deixa a sigla partidária após o partido não ter atingido a cláusula de barreira nas últimas eleições.

Gilson é ex-deputado estadual e foi eleito prefeito de Estância em 2016. Ele afirma que segue sem partido, mas já estuda convites de outras agremiações partidárias. “Agradeço aos dirigentes do PTC pelo apoio nos últimos anos, mas é o momento de buscar novos ares”, disse ele.

“Agora, nossa maior preocupação é continuar conduzido Estância de maneira correta, pagando os salários dos servidores em dia, tocando diversas obras e oferecendo serviços de qualidade para os estancianos. Vamos analisar os convites e decidir nosso novo partido mais à frente”, afirmou Gilson Andrade.

A situação para o prefeito Gilson Andrade poderá não ser das melhores no ano eleitoral de 2020. Não apenas por esta questão partidária, que se resolve num instante. Mas por outras nuances da política de Estância.

Uma delas é o crescimento eleitoral de Márcio Souza, PSOL, que vem gradativamente disputando o a Prefeitura de Estância com boas performances e neste ano teve 15.588 votos na disputa pelo Governo do Estado. Cerca da metade disso - 7.929 – veio de Estância.

Há que se supor que em 2020 Márcio pode vir ser uma moeda de peso na sucessão do município. Se se unir à família do ex-prefeito Carlos Magno, certamente abala o projeto de reeleição de Gilson Andrade.

Mais ainda se o prefeito não estiver em harmonia com a vice-prefeita Adriana Leite, esposa do ex-prefeito Ivan Leite. Há indícios de que ele e Ivan não se balançam mais estavelmente numa mesma gangorra. Aí a coisa pode empenar de vez.