Aparte
Henri Clay Andrade: “Não vale tudo para ser senador. É muito ruim para a democracia”
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Henri Clay: “Violência não se combate apenas com polícia”

O candidato ao Senado e presidente licenciado da OAB/SE, Henri Clay Andrade, PPL, tem reafirmado em entrevistas que não é adepto a pactos mirabolantes para chegar ao Senado - e que acredita na indignação popular para conseguir êxito no pleito deste ano.

“Não vale tudo para ser senador. Não vou deixar de ser quem eu sou para chegar ao Senado. Isso é uma prática comum e preponderante, mas é muito ruim para a democracia. Serei senador com a indignação da população”, disse Henri Clay em entrevista à Rádio CBN. 

O advogado aproveitou para pontuar, mais uma vez, que é contra as reformas conduzidas pelo presidente Michel Temer, em especial, a trabalhista. “Primeiro, temos que combater essa política do governo Michel Temer. Essa política é entreguista”, diz ele.

“Eu vou propor em fevereiro a revogação da reforma trabalhista. A classe empresarial brasileira também será prejudicada com essa demolição dos direitos trabalhistas. Não houve reforma, houve demolição dos direitos trabalhistas”, explica Henri Clay.

E continuou: “Na medida em que aumenta o número de desempregados e aumenta o subemprego, aumenta o empobrecimento da nação e, consequentemente, desaquece a economia e as empresas não terão condição de se manterem vivas”.

Questionado sobre os projetos para a Saúde, Henri Clay pontuou a necessidade de fortalecimento do SUS, além de afirmar que irá propor um investimento de 15% da receita líquida da União para a área.

“Os municípios estão quebrados e não têm como arcar com a estrutura do SUS. Vou propor que a União invista 15% da sua receita líquida. Não estamos precisando de Taj Mahal, nós estamos precisando é de serviço. Hoje temos o Huse assoberbado de gente. As pessoas não estão nascendo mais no Interior”, afirma.

Sobre o posicionamento em relação à redução da maioridade penal, Henri Clay afirmou que deve-se atacar as causas dos problemas que envolvem a Segurança Pública, e não as consequências.

“Não acredito em soluções midiáticas e em fórmulas que ataquem as consequências. Esse modelo de Segurança Pública é ultrapassado e violento. Quando nós vamos acordar que estamos jogando dinheiro no ralo? Esse novo modelo deve investir na estratégia e numa política preventiva. Não acredito que violência se combate apenas com polícia, mas também com polícia”, diz Henri Clay.