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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Sérgio Sobral defende política de Estado para o turismo
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Sergio Sobral: abandono do litoral sul compromete o turismo

Ninguém, em sã consciência, consegue ver como 100% acertada a política de turismo que os Governo do Estado faz em nome de Sergipe nestes 197 anos de história.

Por aqui, há muito fogo de palha, muita pirotecnia e pouca eficácia quando o assunto é política de turismo. Já criamos até um casal fake chamado Caju & Eba, na intenção de suprir o Estado com algo que espontaneamente ele tem tanto e de sobra: história e tradição.

Esta semana, o presidente do Conselho dos Corretores de Imóveis do Estado de Sergipe – Creci-SE -, Sérgio Sobral, trouxe à tona um dos lados dessa problemática com a qual ele está profundamente envolvido, tanto por ser corretor quanto por ser  líder de classe e empreendedor da área.

Sérgio mira, especificamente, a falta de boa vontade dos poderes públicos – Governo do Estado e Prefeituras da região – para com o litoral sul sergipano, que compreende desde o Mosqueiro, em Aracaju, até a divisa com a Bahia, já pelo município de Jandaíra, tendo passado aí por Itaporanga, Estância, Indiaroba e Santa Luiza do Itanhy.

Sérgio dá como exemplo outros litorais nordestinos que veem o turismo, até internacional, lhes acessando e fazendo girar o negócio imobiliário.

“Veja: 80% do litoral baiano já foi comprado por estes grupos internacionais. Isso acontece no Brasil todo. O do Rio Grande Norte, por exemplo, já foi comprado praticamente por inteiro. Mas aqui está tudo deteriorado: Abais, Saco, orla da Caueira, e isso já faz alguns anos”, analisa Sergio.

Sérgio Sobral pede a unidade de todos nesta esfera. “Deveria ter uma união do Estado, das prefeituras de Itaporanga e Estância. Aliás, estou falando do Mosqueiro, até da Prefeitura de Aracaju. Devíamos fazer um canal, um emissário, para favorecer esta região. E tem alguns anos que discutimos isso, mas nada é resolvido. Veja o problema da região de Itaporanga com a água. Você precisa de viabilidade de água para fazer um empreendimento imobiliário, mas não consegue”, diz Sérgio.

O presidente do Creci admite que “está faltando união do poder público e privado”, e que “enquanto isso não for resolvido, todo mundo perde”. “A gente vai para estes eventos internacionais e convida investidores europeus e americanos. Mas como eles virão, se o litoral sul do Estado está abandonado?”, constata Sérgio Sobral.