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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Silvany Mamlak: “Preciso fazer a máquina de Capela rodar, mas tenho limites”
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A prefeita do município de Capela, Silvany Mamlak, admite que vai ter de começar 2019 com a máquina pública municipal “readequada” para atender às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal, que impõem um teto de gastos com servidores.

“Eu preciso fazer a máquina pública municipal de Capela rodar, atender às demandas e às necessidades dos mais de 34 mil habitantes da cidade, mas tenho limites e devo, por lei, respeitá-los e segui-los, sob pena de punição dos órgãos que fiscalizam as gestões públicas”, disse Silvany nesta quarta-feira à Coluna Aparte.

Uma tradução aproximada disso é a seguinte: Capela tem por teto de gasto com pessoal 54% de suas receitas e está com uma gordurinha extra de 4%. “É pouco, mas está fora da ordem, e é isso que a gestão vai ter de reparar”, filosofa a prefeita da cidade.

“Nós estamos obedecendo a uma orientação do Tribunal de Contas e temos que readequar antes que ele venha aqui no município e eventualmente nos apanhe sem arrumar a casa. Na verdade, não temos ainda o quantitativo exato de pessoas que devemos retirar de cargos em comissão e de prestação de serviços para que nos adequemos ao teto recomendado. Mas faremos isso, com o cuidado de não deixar descobertos determinados serviços necessários à comunidade, especificamente na educação e na saúde”, compromete-se Silvany.

Apesar de afirmar que não tem “ainda o quantitativo exato” de pessoas a serem submetidas compulsoriamente a um corte, Silvany tem a realidade funcional de Capela mais ou menos na mão. “O município tem 691 funcionários efetivos, com a gente cumprindo tudo o que prevê a legislação, como o pagamento integral do piso dos professores, porque eu preciso valorizar os servidores da casa. Mas todos nós sabemos que com apenas esse efetivo não dá para rodar a máquina municipal em suas diversas necessidades. É insuficiente. Daí que tenhamos cerca de 200 cargos em comissão e uns 300 contratados para prestação de serviços”, diz Silvany Mamlak.

A prefeita Silvany Mamlak não fechou ainda as contas, mas já tem uma noção de que para adequar-se de 58% para os 54% da Lei de Responsabilidade Fiscal a gestão de Capela vai necessitar exonerar entre 20% e 25% dos cargos que não são efetivos. “Não é a atitude pessoal que gostaríamos de tomar agora, nessa quadra de desempregos. Mas é a obrigatória e impositiva”, diz a executiva.