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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Sucessão: PT de Sergipe quer reunir 60 diretórios neste sábado   
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João Daniel: não quer dizer que os prefeitos vão ser reeleitos à custa da pandemia

A Executiva Estadual do PT de Sergipe quer reunir pelo menos 60 diretórios municipais num encontro online neste sábado, 16, com a finalidade de discutir a estrutura partidária nos municípios do Estado e as pré-candidaturas a prefeito e a vereador nas eleições deste ano.

O presidente da Executiva Estadual de Sergipe, deputado federal João Daniel, está apostando alto nas perspectivas eleitorais do PT em Sergipe neste ano. 

“Estamos muito otimistas e onde for possível, teremos candidatos, porque sabemos o óbvio de que só ganha eleição quem lança candidaturas. A decisão de eleger ou não é uma questão que vamos aguardar a atitude da população”, diz o presidente em breve entrevista à Coluna Aparte. Leia.

Aparte - Está mantida a reunião da executiva estadual do PT neste sábado, 16 de maio?
João Daniel -
Está mantida, e será com todos os presidentes de diretórios municipais e pré-candidatos a prefeitos nas eleições deste ano.

Aparte - Como ocorrerá esse encontro e a que horas?
JD -
O encontro será online e começa a partir das 16h. Geralmente nós trabalhamos com no máximo 4 horas de duração. Aí vamos das 16h às 20h.

Aparte - E qual é o objetivo desse encontro?
JD -
No sábado passado, dia 9, fizemos uma reunião com a presença online da presidenta da Executiva nacional, Gleise Hoffmann. Ficou então em aberto um tema para ser debatido na reunião deste sábado, 16: a importância da eleição dos nossos pré-candidatos a prefeito nos municípios de Sergipe. E isso estará sendo decidido entre os presidentes dos diretórios e os próprios pré-candidatos.

Aparte - O PT está com estrutura definitiva e provisória em quantos dos 75 municípios?
JD -
Estamos em 72 dos 75. Na reunião deste sábado devemos contar com 60 deles, porque tem alguns que já resolvemos os problemas eleitorais futuros. 

Aparte - Como assim?
JD -
Estou tratando pessoalmente alguns diretórios, porque têm problemas a serem resolvidos como a Executiva Estadual e não ainda no debate com o grupo grande dos presidentes. Tivemos reunião, por exemplo, em Lagarto na última segunda e teremos uma próxima na segunda-feira à noite.

Aparte - E mesmo sem a reunião deste sábado, pelo planejamento que o PT faz, o senhor acha que dos 75 municípios em quantos o partido terá candidatos próprios a prefeito?
JD
- Olha, hoje nós já temos em torno de 26 municípios com pré-candidaturas próprias em Sergipe e devemos ter uns 20 municípios com candidatos que nós iremos apoiar. Já definimos isso. Nesses 20, o PT não terá candidato a prefeito, mas apoiará os atuais prefeitos ou seus opositores.

Aparte - O projeto de candidatura de Aracaju continua como prioridade?
JD -
Sim. Sobre Aracaju, fizemos uma reunião específica na quinta, 14, à noite. Vamos deliberar oficialmente online dia 6 de junho, quando oficializaremos a pré-candidatura de Márcio Macedo a prefeito.

Aparte - E quais são, analisando a olho nu, as chances do PT este ano no processo municipal sergipano?
JD -
Temos uma avaliação de que nós vamos fazer um grande trabalho. Estamos muito otimistas, porque achamos o seguinte: onde for possível, teremos candidatos. E os teremos porque sabemos o óbvio de que só ganha eleição quem lança candidaturas. A decisão de eleger ou não é uma questão que vamos aguardar a atitude da população. Mas nós temos fé de que a gente pode fortalecer um projeto para 2022. 

Aparte - O que mais o PT planeja para o processo municipal sergipano?
JD -
Vamos trabalhar fortemente, nesse contexto, para preparar as nossas candidaturas, e já estamos com um curso aberto, de formação online, para os pré-candidatos a prefeito e a vereador em todo o Estado de Sergipe. Nós vamos lançar nomes e achamos que estamos num momento diferente. Todos os pré-candidatos aos Executivos, com essa questão da pandemia, sofrem a dificuldade de acesso à população. 

Aparte - O senhor acha que a pandemia nivela um pouco o processo por igual entre quem é prefeito e vai à reeleição e quem não é?
JD - 
Não acho. Creio que a pandemia ajuda muito os prefeitos que já estão nos mandatos, porque de qualquer forma é quem tem a máquina, quem tem recursos e quem pode fazer. E esse é um momento delicado. 

Aparte - Então eles são os favoritos?
JD -
Veja: isso não quer dizer que os prefeitos vão ser reeleitos. Mas que eles têm uma ferramenta a mais, que joga a favor, sem dúvida tem. São a máquina, o funcionalismo, as condições. A máquina funciona. Os prefeitos vão ter recursos mesmo com a caída da economia. Vão manter uma certa compensação que garante todos os investimentos, pagamentos e recursos conforme o ano anterior.