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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Transparência é utopia na prática
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Ela usou alguns exemplos para mostrar como transparência e gestão pública ainda andam distantes

Na teoria, todos os políticos – seja em campanha ou já no exercício do mandato – prezam pela tão aclamada transparência. Ela é característica essencial na visão deles. No entanto, na prática, a coisa muda de figura.

A vereadora por Aracaju Kitty Lima, da Rede, fez um discurso com esse viés na Câmara nos últimos dias. Ela usou alguns exemplos para mostrar como transparência e gestão pública ainda andam distantes.

Segundo Kitty, a prova disso é o fato de quatro Emendas, todas com o objetivo de dar transparência à gestão, foram rejeitadas durante a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO – do município de Aracaju.

Além desse, outro caso chamou a atenção da paramentar: foi durante a votação do pedido de empréstimo de R$ 100 milhões pela Prefeitura à Caixa. De acordo com Kitty, nesse episódio, Emendas de mesma natureza também foram derrubadas.

“É preocupante, porque entendo que, ao negar maior transparência, a Casa coloca nossa credibilidade em xeque. Não podemos deixar morrer a esperança do povo de que estamos aqui para servi-los, para trabalhar por uma cidade melhor para eles”, diz Kitty.

O Partido Rede é um dos que mais defendem essa bandeira. Tanto que lançou o Desafio da Ficha Limpa Municipal. O objetivo, segundo Kitty, é fazer com que a nomeação de servidores a cargos comissionados no âmbito da administração direta, autárquica ou fundacional dos poderes Executivo e Legislativo, ocorra apenas para profissionais que não tenham sido condenados pela Justiça Eleitoral ou por órgão judicial colegiado.

Para ela, iniciativas como essa fortalecem a esperança na população de que a política é composta por pessoas comprometidas em trabalhar pela população e pela sua cidade ou estado. “A Rede quer mobilizar a sociedade para uma coisa que não possui ideologia, que é a honestidade”, afirma.

“Existe uma lei federal que, em 2012, chegou a impedir que pelos menos 868 candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador continuassem disputando esses cargos, porque tinham sido condenados por algum tipo de irregularidade pela Justiça. Precisamos trabalhar juntos, sociedade e Poderes, para evitar que candidatos ficha-suja sejam eleitos”, disse Kitty.

E o que isso tem a ver com transparência? Tudo. Quanto mais transparente a gestão for, no Executivo ou no Legislativo, menos chances de os recursos serem desviados, de haver caixa-dois, superfaturamento, etc. “Para se ter ideia, dados da Organização das Nações Unidas – ONU – apontam que o custo anual da corrupção chega a R$ 2,6 trilhões por ano”, revela Kitty.

Sem dúvida, com gestões mais transparentes, não apenas no discurso, mas efetivamente transparentes, esse número seria reduzido e os recursos iriam, de fato, para onde são destinados: saúde, educação, mobilidade, segurança…