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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Valmir errou no cálculo ao anunciar que Talysson sairá do páreo, e poderá rever
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Valmir de Francisquinho: deu um passo errado

O prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, errou o cálculo ao anunciar a retirada do projeto de pré-candidatura do filho Talysson Costa a deputado federal pro ano que vem. Errou e pode voltar atrás, o que já lhe terá provocado um certo prejuízo no casco do projeto.

Isso não é uma visão de Luciano Bispo e nem de Maria Mendonça, que poderia estar mitigada de interesses inconfessáveis. É de um profundo aliado de Valmir e que é levado muito em conta por ele. Esse político não deixa de ver o passo em falso do itabaianense, reconhece o cabedal eleitoral de Valmir para seguir em frente, mas pede off.

“A decisão de Valmir não tem lógica. Que ele não pode e não deve usar a coisa pública, o dinheiro da Prefeitura em campanha, como disse aqui neste portal, aí tem toda a razão. Mas ele não deve levar essa desistência adiante”, diz a fonte da coluna Aparte.

Mas não vai levar adiante por que? “Porque eles hoje têm um patrimônio político constituído que é suficiente para eleger um representante que eles desejem. E o poderio político deles não é só em Itabaiana. Veja que em Aracaju as pessoas falam bem de Valmir. Nas bodegas ou em qualquer outro canto. Valmir e seu filho não são meros desconhecidos”, reforça a fonte.

Esse político não vê em Talysson e nem no pai uma tendência para inclinar o projeto para uma disputa de deputado estadual. “Acho que Talysson não vai disputar um mandato para a Assembleia e que o projeto deles é de federal, e deve ser mesmo”, afirma.

“Porque para o município, a região e os amigos de Valmir é melhor que seja federal. Com um federal, eles terão condições de ajudar muito mais. Eu não vejo clima para um rompimento entre Valmir e Maria Mendonça, e os Teles de Mendonça”, completa.

Sincero na análise, esse político admite que a atitude de Valmir em anunciar a retirada da pré-candidatura do filho foi um ato que lhe trouxe prejuízo político. “Eu entendo que a atitude do Valmir não foi boa. Não se enfraquece para se fortalecer. Não se desce para subir”, diz.

“Você até pode ficar no patamar em que você está. Você silencia, e na hora certa volta à tona. Isso é do universo. É da natureza. Isso é físico. Às vezes um ser vivo entra numa fase de quiescência, de repouso, e depois ressurge. Mas não se anula. E insisto: acho que Valmir tem patrimônio eleitoral que lhe daria uma certa tranquilidade. E o menino é bom e é jeitoso”, afirma. Tem procedência.