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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista com 35 anos de experiência profissional. Antes do Cinform, trabalhou nos jornais Feira Hoje, Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, TV Subaé e Jornal de Sergipe.

Valmir se recupera “do luto” de Maria e diz que tocará “bem” a vida sem ela
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Valmir de Francisquinho: refazendo o caminho com novos aliados

Depois de muitas trombadas e de um desfecho duro, a relação política e de parceria entre o prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho, e a deputada estadual Maria Mendonça, parece que selou mesmo um rompimento sem volta. Pelo menos da parte dele, a fatura tem cara de liquidada.

Valmir está vivendo uma espécie de luto, como alguém que tivesse enterrado os seus, passado pela missa de sétimo dia, mas disposto a seguir em frente. Vivendo. Aliás, a metáfora da morte é usada pelo próprio prefeito para salientar a sua disposição de renascer despojado de quem ele seguiu antes e sempre.

“A gente fica como se tivesse perdido a mãe e o pai. E numa situação dessas, tem de seguir a vida. Você enterrou o pai e enterrou a mãe. E agora, vai fazer o que? Ficar lá enterrado com os pais, ou vai seguir a vida?”, questiona Valmir.

Mas o próprio Valmir apresenta a solução. “Se o cara quer se suicidar, vai para a cova também. Se não quer, tem de seguir a vida. E é o que eu estou fazendo. Tenho muitos amigos que confiam e acreditam em mim, em nosso projeto, no trabalho e no desenvolvimento de Itabaiana. É com eles que eu vou”, diz o prefeito.

Alguém de Itabaiana disse a esta coluna que Valmir e Maria estariam numa espécie de silêncio de reacasalamento político. De reconstrução da harmonia perdida. Isso não encontra ecos nele. “Pelo menos eu, não. Não estou sabendo nada disso. Comigo não tem nada disso não”, nega Valmir.

Ainda numa espécie de respeito ao luto, Valmir pede para tirar o cavalinho da chuva. “Eu não quero nem emitir mais opinião sobre isso. Estou focado é em trabalhar. Só de obras, tem mais de 20 andando aí em fase final. Eu vou concluí-las e entregar isso (a problemática com a ex-aliada) a Deus e depois a gente vê política”, diz.

Mas ele sente, também, a quietude do outro lado. “Por enquanto, ela não mexeu comigo mais não. Só me xingou uma vez e não voltou a xingar mais”, diz, em relação a Maria. “Dá para tocar a vida sem ela, tranquilíssimo. Sem problema. Eu não toquei por cinco anos?”, reforça. “É melhor eu dar um tempo nisso”.

“Na verdade, foi tudo muito em cima e tão impactante. Foi uma relação de 25 anos a quase 30 anos de repente impactada”, diz ele. Valmir nem quer se insurgir contra a esperança do senador Eduardo Amorim, de que vai reaproximar os dois. “Isso aí é a opinião dele e eu respeito. Na verdade, eu não briguei com ninguém e nem tenho problema com ninguém”, diz. E quem brigou, foi o papa, ceboleiro?