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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Alheio à hostilidade de Gustinho, Fábio Reis buscará coordenação da bancada
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Fábio reis: "Trabalharei em conjunto com os demais colegas da bancada"

O deputado federal Fábio Reis, MDB, decidiu não faturar as hostilidades do seu colega deputado federal, e conterrâneo de Lagarto, Gustinho Ribeiro, SD, e mantém seu nome à disposição dos demais dez membros da bancada federal sergipana no Congresso Nacional para que seja o coordenador dela - votam os oito deputados federais e os três senadores.

“A escolha do coordenador da bancada depende dos votos de dois senadores e de no mínimo seis deputados federais. Eu não quero dizer que tenho e nem que não tenho esses seis na bancada da Câmara. Quero dizer apenas que na próxima terça-feira, às 18h, nós vamos nos reunir no gabinete da senadora Maria do Carmo, quando todos poderão colocar suas opiniões sobre a escolha deste nome”, disse o parlamentar com exclusividade à Coluna Aparte.

A pretensão de Fábio Reis andou gerando reações ásperas em Gustinho Ribeiro. Ele teria atacado a família Reis, para tentar descredenciar Fábio à disputa. Teria dito que “deputado que quer coordenar bancada tem irmão com fama de bandido”, numa referência ao ex-deputado federal Sérgio Reis, irmão de Fábio, que teve processos judiciais, já resolvidos, por problemas administrativos numa instituição filantrópica de Lagarto.

Pragmático, Fábio Reis tenta tirar Gustinho de cena com cotoveladas de silêncios e de desprezo político - embora não fosse essa a intenção inicial. “Eu nem quero dar Ibope a ele. Está chegando agora e tem muito que aprender”, diz Fábio. Mas, para delimitar terreno, avisa que estranhou as posições reativas do conterrâneo à sua indicação para coordenador da bancada sergipana no Congresso.

“Eu quero registrar que, inaugurando um terceiro mandato na Câmara, nunca tive problema com nenhum deputado federal de Sergipe. Pode consultar os anais da história da Câmara e verá que todo mundo que chega por lá se respeita. Em Sergipe todos nós temos nossos adversários, mas chegando em Brasília todos são cordiais entre si” diz Fábio.

“O que me chateou é que eu tinha me programado a fazer uma visita ao gabinete dele, num gesto de cordialidade, para lhe dizer: “olhe, Gustinho, vamos deixar nossas divergências para Lagarto e em ano de eleição. Aqui a gente tem que se somar para ajudar ao Estado de Sergipe. Mas fui surpreendido com gesto dele”, diz Fábio.

“Eu não esperava que Gustinho se incomodasse com a demonstração de interesse dos colegas de que eu seja o coordenador da bancada. Eu não tenho vaidade nenhuma com isso. Se os colegas acharem que eu deva ser, serei. É preciso ficar claro que eu não serei coordenador de mim mesmo. Serei da ação coletiva de todos nós parlamentares. E vou precisar, inclusive, consultar ele na hora das decisões”, afirma o parlamentar do MDB.

Fábio Reis diz que tem conversado sobre esta questão da coordenação da bancada com todos os demais colegas e que não encontrou restrição ao seu nome em nenhum dos demais seis, exceto em Gustinho. “Não é uma questão de vaidade, mas se os colegas acharem que o meu nome deve ser o escolhido, vou exercer essa função com maior prazer e orgulho, e trabalharei em conjunto com os demais colegas da bancada”, diz.

Na conversa com a Coluna Aparte Fábio Reis citou os nomes de um por um dos demais seis deputados e os dos senadores Rogério Carvalho e Maria do Carmo para reforçar a inexistência da restrição à sua pessoa. “Com o senador Alessandro Vieira, eu conversei de uma forma bem rápida, não me aprofundei no assunto, mas pode ser que ele tenha interesse também. Tudo isso será definido na terça-feira, às 18h. Só quero dizer que hoje, três mandados depois, eu me sinto seguro e preparado para essa função”, diz.

Se Fábio Reis é cauteloso, não quer ir pra cima de Gustinho Ribeiro diretamente e “nem lhe dar Ibope”, o mesmo não se pode dizer do pai dele, Jerônimo Reis, ex-deputado federal e ex-prefeito de Lagarto. Jerônimo sentiu no fígado a estocada que Gustinho teria dado nos seus dois filhos, e partiu pra cima com algumas pedras nas mãos.

“Gustinho está chegando agora, quer se aparecer, enquanto Fábio já está no terceiro mandato como deputado federal. Ele precisa lembrar que um parlamentar deve ficar conhecido pelo trabalho e não por ficar tentando denegrir a imagem de ninguém. Bandido é ele. Alguém que age dessa forma, não pode ter outra classificação”, disse Jerônimo numa entrevista ao Jornal da Fan, da Fan FM.