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Márcio Macêdo: “Edvaldo optou pela elite. Por isso não tinha como continuar andando ao lado dele”
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Márcio Macêdo: “Atual gestão entregou povo à morte e ficou a dor das famílias desamparadas”

O pré-candidato a prefeito de Aracaju pelo PT, Márcio Macêdo, voltou a tecer duras críticas contra a forma que, segundo ele, a gestão de Edvaldo Nogueira tem lidado com a pandemia da Covid-19. Com 30.795 casos confirmados e 618 mortes, a capital sergipana segue, em seu entendimento, massacrada pela ineficiência de ações do poder municipal.

Sem mascarar o que pensa sobre a “falta de responsabilidade com povo”, Márcio Macêdo voltou a reforçar a inexistência de ações específicas para a população vulnerável. “Tem muitos irmãos e irmãs na periferia de Aracaju, neste momento, passando fome. Custava fazer uma renda básica, independentemente de valor, para ajudar quem tem passado fome? Por que não criou programas de vale-gás e cestas básicas? Tem que diminuir os gastos das pessoas neste período, então, por quais razões ele não agiu suspendendo o IPTU dos mais necessitados? Por que não fez convênio com a Energisa e Deso para suspender a cobrança de água e energia?”, disse.

“A resposta para isso tudo é simples: falta liderança. Falta gostar de sentir o cheiro do povo. Cuidar da gente que precisa. Por conta disso, ele entregou o povo a morte. E, atrás de cada uma delas, tem a dor das famílias que aqui ficam. A gestão de Edvaldo provou ser uma grande máquina de fake news. Fruto do marketing estratégico de Carlos Cauê”, afirmou.

Sobre rumores de possíveis mudanças partidárias e apoios, o petista disse que cada um tem direito de fazer suas escolhas. “Não sou comentarista de política. Mas uma coisa precisa ser reforçada: o PT continua onde sempre esteve, que é ao lado do povo. Edvaldo, não. Por isso não tinha como continuar andando ao lado dele. Porque Edvaldo optou pela elite. Não somos inimigos, mas adversários políticos nessas eleições. Prova disso é que, na última eleição dele, o PT foi extremamente decisivo. Mas com tudo que aconteceu no decorrer do tempo, com os lados que ele resolveu tomar, decidimos nos distanciar. Tentamos o diálogo de todas as formas possíveis, mas Edvaldo não ouve ninguém”, explicou.

Ciente da situação que todo o país vive no momento, Márcio Macêdo revelou que, diferentemente de outros pré-candidatos, por enquanto, segue os protocolos recomendados pela Organização Mundial de Saúde - OMS. Por essa razão, não tem feito encontros presenciais, nem visitas.

“A pandemia tem dificultado muita coisa. Mas não somos irresponsáveis de fazer com que o vírus se espalhe ainda mais. Já basta a falta de ações de enfrentamento da atual gestão. Por isso, até o momento, tudo tem sido feito remotamente. Na hora certa, quando autorizado, nossa militância estará nas ruas, no entanto tomando todas as medidas de prevenção e distanciamento necessários”, assegurou.

“Mas, mesmo neste momento de distanciamento, estou muito animado com o que temos construído. As pessoas têm na memória o histórico de tudo que o PT fez pela cidade e eu estou muito entusiasmo com o diálogo que vamos promover. Quero fazer um projeto em que o tema central dele seja cuidar do povo”, disse.