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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Bosco Costa: “Assistência Social deve ser apartada da Previdência Social”
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Bosco Costa: reforma sim, mas com separação entre Assistência Social e Previdência Social

O deputado federal Bosco Costa, PL, não tem dúvida de que o Brasil necessita de uma reforma previdenciária, com urgência, e ele vai votar na que está em pauta esta semana, apresentada pelo Governo do presidente Jair Bolsonaro. Mas o deputado sergipano não cairá de boca no pacote pronto.

Bosco Costa, que é fundamentalmente a favor da manutenção da assistência social no corpo das ações do Governo, levanta uma tese pertinente: o custeio da assistência não deve recair sobre as costas da Nova Previdência. “Não é justo que o cidadão que trabalhe pague a Previdência e os Governos sigam enfiando cartão disso, cartão daquilo, criando um monte de penduricalho. Eu não sou contra os cartões da assistência. Eu sou contra é que esses penduricalhos todos comam o dinheiro da Previdência, de quem contribui”, diz o parlamentar.

“Alguém que tenha bom senso acha que a assistência social no Brasil deve continuar conjugada, geminada, com a Previdência social? Claro que não. Assistência Social é uma coisa e Previdência Social é outra. De maneira alguma defendo o fim da Assistência Social. Jamais. Mas na minha avaliação, a Assistência deve ser apartada da Previdência Social. Entendo que a Assistência Social deve ser uma questão de orçamento da União e não de Previdência. É preciso separar as cosias”, fundamenta o parlamentar.

Bosco Costa admite-se signatário e defensor da eficácia da Assistência Social no Brasil. “Nada mais justo que o trabalhador rural ter a sua aposentadoria. Não houvesse isso, ele seria um pedinte de esmola. Mas desde a época em que criaram, lá no Governo militar, o benefício rural, ele deveria ser lincado ao orçamento da União e não ao da Previdência. Mas que não reste dúvida de que uma das coisas mais justas deste país é o benefício rural. Embora, insisto, jamais poderia ser pago com recursos da Previdência, com recursos de quem contribui”, insiste Bosco.

No mais, o parlamentar admite que o país não pode ficar sem uma reforma eficaz no campo previdenciário e vai subscrever o que for bom. “Ser a favor da reforma da Previdência não é questão de ser governista ou não. Voto nela porque há 25 anos, há um quarto de século, desde que eu era um deputado estadual, venho defendendo a necessidade de uma reforma da Previdência do Brasil. Veja que eu candidato a deputado ano passado, em todas as entrevistas que dei, em todos os pronunciamentos que fiz em praça pública, sempre dizia que seria a favor da reforma da Previdência”, diz Bosco.

“O Brasil não pode e não deve ficar sem uma reforma de Previdência. Agora, o que eu espero é que Bolsonaro, que está presidente hoje, e outros que virão depois dele, não façam como os que passaram fizeram contra a Previdência. Porque, se a gente aprova essa reforma e continuarem administrando-a da maneira como ela foi sempre administrada ao longo dos anos, não vai adiantar de muita coisa”, diz ele. E “da maneira como ela foi sempre administrada ao longo dos anos”, admite o parlamentar, estaria o nada recomendável elo entre Assistência Social e Previdência Social.