Aparte
Tarantella é DEM, onde há vaga de vice ou vereador, mas o coração é de Bolsonaro
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João Tarantela: o corpo no DEM, a alma em Bolsonaro

O empresário João Tarantella, ex-PSL, quase Aliança Pelo Brasil, agora é DEM, embora permaneça com o coração mais bolsonarista do que nunca. Atendendo a um convite de José Carlos Machado, presidente do DEM para o Estado de Sergipe, ele se filou e está disposto a ir a uma nova disputa eleitoral este ano.

João Tarantella diz que há três possibilidades no seu horizonte: disputar a Prefeitura, a vice ou um mandato de vereador da capital. Sensato, ele admite que quando Machado o convidou foi franco ao dizer-lhe que o DEM já tinha a delegada Georlize Oliveira como pré-candidata a prefeita.

“Você sabe que com aquele jeitão de Machado ele é curto e grosso. Eu vinha conversando com ele há muito tempo e Machado disse: “Olha, João, se o Aliança Pelo Brasil não der tempo, e se você desejar vir para cá, para ajudar o nosso grupo, para a gente lhe ajudar, enfim, você vem. Mas ele me disse: “olha, João, aqui hoje só tem vaga para vice ou para vereador””, diz.

“Portanto, estou aqui (no DEM) num projeto para ajudar, e se lá na frente eles entenderem que eu posso ajudar mais sendo candidato a prefeito, ok. Mas eu volto a repetir: não é nem mais uma decisão de Machado, que disse brincando: “se você convencer Georlize a retirar, você pode ser o candidato a prefeito”. A conversa que estou tendo com Georlize e com Machado é muito clara. Machado não prometeu nada, que você sabe que ele não é de duas conversas”, informa João Tarantella.

“Eu também não pedi nada. Até disse para Machado, brincando, que se eu for candidato a prefeito pelo Democratas não quero um centavo. Eu vou para as esquinas de Aracaju. Isso porque o meu presidente assinou aqueles R$ 2 bilhões do Fundo Partidário meio que forçado, mas ele defende que os candidatos dele, pelo Brasil, saiam para as ruas e convençam o eleitor sem gastar o dinheiro da população”, diz.

“E é nessa linha que eu irei se eu for para vereador, para prefeito ou se for para vice. Estou num projeto. Agradeço demais o convite de doutora Georlize, de Machado, porque na verdade eu estava largado. Porque a gente vinha focado no projeto do Aliança e não deu tempo a criação do partido”, afirma.

Está claro que João Tarantella foi ao DEM, mas tem o coração atrelado a Jair Bolsonaro, a quem ele continua, ilusoriamente, vendo como um mito político. Em decorrência desse afeto exacerbado e desmedido, Tarantella faz até contas erradas - superdimensionadas.

“Acredito que hoje Bolsonaro tem entre 150 mil e 200 mil eleitores em Aracaju que abraçam o projeto dele para prefeito. Mas, pelo meu perfil e pelo que eu venho fazendo no projeto de Bolsonaro ao longo desse tempo a população só embarca na minha canoa. Por um exemplo: vamos para vice, com doutora Georlize? O povo não acompanha”, diz ele.

“A doutora Georlize é uma pessoa de bem, mas é uma candidatura assim que tem um teto a atingir. A minha não. Inclusive eu essa semana disse: “olha, doutora Georlize, eu peguei os números da eleição passada de Mendonça Prado, a de doutor João Alves na reeleição para prefeito em 2016 e foram uma tragédia”, constata.

“Na verdade, o Democratas hoje está meio em baixa em Aracaju e a gente pode reverter essa situação. Porque eu digo a você que se eu fosse vice de doutora Georlize não teria problema nenhum, agora, a votação o time de Bolsonaro não viria como se fosse eu o candidato a prefeito”, diz.