Aparte
André Moura não teme afastamento de Sergipe por estar secretário pelo Rio
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André Moura: sem riscos de prejuízos futuros

O ex-deputado federal André Moura, PSC, não vê riscos de a sua nova função como secretário de Estado de Governo e da Representação do Escritório do Rio de Janeiro em Brasília lhe afastar da realidade política de Sergipe e lhe trazer prejuízos futuros.

“Eu não temo essa possibilidade. O governador Wilson Witzel me deu autonomia para trazer para dentro da Secretaria um corpo técnico de alto padrão, com os melhores técnicos na área de orçamento. E eu estando ali, cuido, obviamente, do que é a minha obrigação institucional, como um profissional ligado aos interesses do Rio, mas nada me impede que, quando eu estiver em Brasília e que surja uma demanda de algum município ou de algum prefeito amigo meu de Sergipe, eu também atue”, diz.

“Isso, inclusive, foi pactuado com o governador do Rio de Janeiro. Minha rotina já está estruturada e vai ser agora Rio de Janeiro, Brasília e Sergipe. Uma metade da semana eu estarei no Rio, a outra metade em Brasília e o fim de semana, em Sergipe”, diz André Moura, numa breve conversa com a Coluna Aparte nesta terça-feira, 11.

Aparte - Como é que o senhor vai estruturar sua rotina como secretário de Estado de Rio de Janeiro?
André Moura -
Minha rotina já está estruturada e vai ser agora Rio de Janeiro, Brasília e Sergipe. Como assim? Uma metade da semana eu estarei no Rio, a outra metade em Brasília e o fim de semana, em Sergipe. 

Aparte – O senhor começa por onde?
AM -
Eu estou começando a semana, pela segunda-feira, no Rio, onde fico até a terça-feira à noite. Daí me dirijo a Brasília, onde já durmo na noite da terça, e até o meio dia da sexta-feira permaneço na Capital Federal. Na tarde desse dia, retorno a Aracaju.

Aparte - O senhor não teme que esses compromissos com Rio possam lhe distanciar de Sergipe?
AM -
Eu não temo essa possibilidade. A missão que me foi dada pelo governador Wilson Witzel é principalmente a de fazer uma boa interlocução com o Governo Federal e com a inciativa privada, em busca de recursos para o Estado do Rio de Janeiro – isso a partir de Brasília e do próprio Rio. Para isso, o meu cargo conta com uma boa estrutura montando no Rio de Janeiro e com uma que havia do Rio em Brasília, simbolizada pelo Escritório de Representação do Rio de Janeiro. O que fez o Governo do Rio de Janeiro? Transmutou esse Escritório de Representação numa estrutura da a minha Secretaria.

Aparte - Ele acabou com o Escritório da Representação do Rio no DF?
AM -
Não. O governador Wilson Witzel simplesmente juntou as duas coisas. Veja: na minha Secretaria tenho um chefe do Escritório, que está subordinado a mim. É como se fosse um órgão da minha Secretaria, e de fato o é. 

Aparte - Qual a nomenclatura da sua Secretaria?
AM -
O nome oficial é Secretaria de Estado de Governo e da Representação do Escritório do Rio de Janeiro em Brasília. Isso é resultado da ampliação da Secretaria de Governo com ganho por ela do Escritório de Representação. Tanto é assim que para chefiar o Escritório, eu fui buscar um ex-deputado pelo Rio, que é o Simão Sessim. O governador me deu atribuição dessa escolha.

Aparte - Então essa atribuição sua ligada ao Rio é um pouco acima da que Heleno Silva ocupava por Sergipe no DF?
AM -
Sim, é algo acima. Heleno Silva era chefe do Escritório. Eu sou secretário de Estado numa estrutura que envolve o Escritório do Rio na Capital Federal.

Aparte - Mas voltemos ao começo: o senhor não teme mesmo que as suas ocupações em nome do Rio lhe distancie do Estado de Sergipe?
AM -
Não, e me permita explicar o porquê. Isso vai se dar muito no contrário da sua pergunta. Eu já estava todas as semanas indo para Brasília para administrar, digamos assim, o rescaldo do meu mandato, que tem muita coisa em aberto em favor de Sergipe. Agora, na segunda e na terça estarei no Rio, como já disse, e depois, com a estrutura oficial que eu passo a ter, no DF.

Aparte - Foi dada ao senhor prerrogativa para montar equipe?
AM -
O governador Wilson Witzel me deu autonomia para trazer para dentro da Secretaria um corpo técnico de alto padrão, com os melhores técnicos na área de orçamento. E eu estando ali, cuido, obviamente, do que é a minha obrigação institucional, como um profissional ligado aos interesses do Rio, mas nada me impede que, quando eu estiver em Brasília e que surja uma demanda de algum município ou de algum prefeito amigo meu de Sergipe, eu também atue. Isso inclusive, foi pactuado com o governador do Rio de Janeiro. Em síntese, não deixo de atuar por Sergipe naquilo que estiver ao meu alcance. Claro: minhas missão e obrigação são pelo Rio de Janeiro, mas aproveito e faço as duas coisas, ainda que as de Sergipe sejam extraoficiais. E nos finais de semana, eu continuarei atuando aqui em Sergipe, como sempre o fiz. 

Aparte - Isso parece não mudar muito a sua rotina dos últimos oito anos?
AM -
Quando eu era líder do Governo Michel Temer, eu saía de Sergipe geralmente nos domingos para as reuniões que ele fazia em Brasília. Eu só vinha na quinta à noite. Agora eu vou sair daqui na segunda e volto na sexta. Dá mais ou menos no mesmo.