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Gracinha Garcez ganharia eleição em Itaporanga hoje disparadamente
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Gracinha Garcez: flanando bem acima dos demais pré-candidatos

Se a eleição para prefeito do município de Itaporanga D’Ajuda tivesse sido realizada no último dia 15 de agosto de 2019 e prevalecessem os resultados apontados pelo Instituto Padrão de Pesquisa de Opinião Pública, a ex-prefeita de dois mandatos Gracinha Garcez retornaria ao poder com folgada vantagem.

Gracinha Garcez aparece com 30,2% das intenções de votos quando é colocada num questionário espontâneo e onde pontuam mais quatro figuras públicas do município - incluindo aí o prefeito Otávio Silveira Sobral -, e vai a 67,2% num outro induzido, com apenas mais duas pessoas, com a presença, obviamente e de novo, de Otávio.

No primeiro caso, o espontâneo, diante da pergunta “Em quem você votaria para prefeito se as eleições fossem hoje?”, 30,2% responderam que em Gracinha, 5% em Cesar (que deve ser o Mandarino, um ex-prefeito da cidade de alguns mandatos), 3,6% em Otávio, 2,1% em Francinaldo (que deve ser o Alves, atual vice-prefeito rompido com Otávio), 0,4% em Faustinho (Sobral, um empresário que em 2016 foi candidato a vice-prefeito ao lado de Gracinha e perderam) e 0,2%, em Emanoel Sobral, um ex-prefeito da cidade e primo do atual. Disseram que em nenhum deles 12,3%, e 46,2%, que não sabem.

Mas há uma segunda modalidade de espontânea, na qual é acrescentado mais um nome - o de Gilmar Urêia. Aqui, Gracinha segura a dianteira: ela seria a opção de voto para 55%, Cesar Mandarino, para 18%; Otávio, para 6,5% e Francinaldo, 5,6%; Emanoel, para 3,8% e Gilmar Urêia, 0,4%. Disseram que votariam em nenhum desses 4,6%, e 6,1%, que não sabiam.

Mas o estouro de boiada em favor de Gracinha Garcez vem de quando o nome dela é colocado num questionário induzido, juntamente a mais dois: ela vai a 67,2% das intenções de votos contra 11,7% dados ao prefeito Otávio Silveira Sobral e 8,8%, ao vice Francinaldo. Nessa questão, 7,3% disseram que não votariam em nenhum dos três e 5%, que não sabiam responder.

A liderança de Gracinha Garcez enquanto opção de voto dos itaporanguenses está cristalizada ainda no capítulo da rejeição, que estudiosos de pesquisas eleitorais apontam como muito importante para aferir as chances eleitorais de um candidato.

Gracinha aparece com uma rejeição de apenas 4,8% entre os pesquisados - uma diferença alarmante na comparação com os 33,7% que disseram que “não votariam de jeito nenhum se as eleições fossem hoje” em Otávio Silveira Sobral.

A segunda maior rejeição seria de Gilmar Urêia, com 10,3%, seguido de Francinaldo Alves, com 8,2%, Cesar Mandarino, com 7,1% e Emanoel Sobral, com 3.6%. Outros 18,2% disseram que não rejeitariam nenhum deles e 14,2% não souberam precisar a quem.

O instituto Padrão entrevistou 518 habitantes e eleitores de Itaporanga a partir de 16 anos. A margem de erro máxima permitida é de 4,26% dentro de um índice de 95% de confiabilidade.

Os locais pesquisados foram bem distribuídos, da sede aos diversos povoados, como Nova Descoberta, Conjunto Cemitério, Caueira, Duro, Bica, Mutirão, Cohab, Alto do Coelho, Tapera, Sapé, Chan, Colônia Sapé, Gravatá, Ipanema, Mata do Ipanema, Camaçari-Mirim, Água Bonita, Salvador, Campos, Araticum, Várzea Grande/Costa, Rio Fundo da Cachoeira; Rio Fundo do Abaís; Santo Antônio/Nova Esperança. Para efeito de processamento, as entrevistas foram verificadas in loco no total de 20% e criticadas em 100%.