Aparte
Operação Mosqueteiros, Carminha Mendonça e o veneno caseiro
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Carminha Mendonça: vítima da própria emissora

Não é normal que um funcionário de uma emissora de rádio vá ao ar chamar os outros de “corno”, de “camisa 24”, de “vagabundo”, de “garoto de programa” e de uma série de impropérios desarrazoados.

Nem é normal que esse mesmo funcionário ataque religiões só para tentar macular a imagem de um prefeito adversário. Nada disso é normal, mas está acontecendo em Itabaiana. E, infelizmente, numa emissora tradicional do Estado, a Capital do Agreste.

Em que pese o clima entre a família Teles de Mendonça, controladora da rádio, e o prefeito Valmir de Francisquinho ser dos piores, não cabem esses ataques eivados de baixaria crônica, de ódio latente e rancores internalizados.

Criticar a gestão – ou gestões interior adentro ou afora - é uma coisa. Agora atacar pessoas e inventar notícia, são situações bem diferentes e piores.

Só que não há mal desejado a outrem que um dia não se volte contra si mesmo. E a prova cabal disso é o que ocorreu na última quinta-feira, 10, quando o mesmo funcionário da rádio disse que a Polícia Federal estava em Itabaiana por culpa da gestão de Valmir de Francisquinho, que uma ex e uma secretária titular da gestão dele haviam sido conduzidas pela PF e que, ao final e ao cabo, Valmir era o “culpado” por tudo que há de errado no mundo. Mas é aqui que o feitiço se virou contra o funcionário rápido demais!

Ao conceder entrevista explicando do que se tratava a Operação Mosqueteiros, a Polícia Federal esclareceu ser uma investigação que apura suspeita de fraudes praticadas por empresas que participam de licitações em diversas prefeituras.

E o nome de uma delas veio à tona, a MW. Até esse momento, o que ficava claro é que as prefeituras eram vítimas desse esquema. Assim, ao contrário do que a emissora passou o dia propagando, Valmir não era o culpado da PF estar em Itabaiana, mas sim uma das vítimas das ações escusas das empresas investigadas.

Mas o suprassumo da contradição viria depois: a MW, que já teve contratos com a Prefeitura de Itabaiana, teve sua última vitória em licitação na cidade, além de contrato assinado, na gestão de Carminha Mendonça à frente da Prefeitura no período em que Valmir esteve afastado.

Então, com o funcionário da rádio atacando a Valmir, acabou mesmo atacando a Carminha, numa atitude feia, pela intriga praticada no ar, de forma sensacionalista. Carminha até soltou nota pública dizendo-se indignada com a Prefeitura por esta revelar que ela assinou o contrato com a MW. Mas a indignação dela deveria ser era contra a emissora da sua família, que, para atingir Valmir, atirou no pé dela mesma.