Aparte
Por acaso haveria um plano de Belivaldo Chagas para acabar com a Emgetis?
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Belivaldo Chagas: e aí, governador, qual é mesmo a intenção?

Atual presidente da empresa abriu guerra contra os servidores e tem trabalhado no seu desmonte. A história da Emgetis - Empresa Sergipana de Tecnologia da Informação - vem de longe.

Em 1977 era criada a Prodase, com o objetivo de organizar as atividades de informática e de processamento de dados do governo sergipano. Em 2004, foi substituída pela Agetis - Agência de Tecnologia da Informação de Sergipe - e em 2008, finalmente, passa a se chamar Emgetis.

Nascida com estrutura administrativa diferenciada, metodologia de trabalho moderna baseada na gestão de projetos e processos, a empresa tinha a ambiciosa missão de se transformar em elemento estratégico a fim de oferecer uma melhor prestação de serviços ao cidadão.

Lamentavelmente, apesar dos vultosos investimentos iniciais, a Emgetis pecou nessa tarefa. A falha, contudo, não decorre da responsabilidade do quadro funcional, que possui técnicos qualificados, mas pela incapacidade do corpo diretivo de encontrar soluções inteligentes para os problemas dela, cuja Presidência foi entregue desde 2010 ao engenheiro civil Ézio Prata Faro, que não possui especialização em TIC - Tecnologia da Informação e Comunicação.

Em plena Quarta Revolução Industrial, com outros Estados como a Bahia e Pernambuco já discutindo o uso de ferramentas como o BigData e a Inteligência Artificial para melhorar os serviços públicos, Sergipe despreza a empresa que deveria ser a autoridade máxima de tecnologia e responsável pela elaboração e gestão de todos os projetos e serviços de TIC do Estado.

O sucateamento da Emgetis começa pelo seu Conselho de Administração, presidido pelo empresário João Augusto Gama, que não possui membros com especialização na área de tecnologia, exceto o representante dos funcionários.

Em 2017, o governo repassou R$ 20 mil para investimentos em TIC na empresa, segundo o Portal da Transparência, enquanto, para efeito comparativo, o TJ/SE - Tribunal de Justiça de Sergipe - aplicou no mesmo período R$ 20 milhões.

Ao manter uma Diretoria e um Conselho sem qualificação para a gestão de TIC e aplicando recursos esparsos e dispersos em secretarias e órgãos do Estado, a gestão Belivaldo Chagas parece ter um plano para a Emgetis.

Seria privatizar ou extinguir a empresa, e assim permitir que o setor de TIC seja encampado por corporações privadas a um custo altíssimo para os cofres públicos? Quem responderá a estas e outras tantas questões que pairam sobre a Emgetis.