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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Fábio Mitidieri não acha que reeleger Edvaldo Nogueira seja entregar o ouro de 2022
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Fábio Mitidieri: visão equilibrada do grupo de governistas

Reeleger Edvaldo Nogueira, PC do B, à Prefeitura de Aracaju em 2020 é soltar o cabresto sobre o lombo do prefeito para que em 2022 ele imponha seu nome e o ritmo da sucessão de Belivaldo Chagas, PSD, com a vantagem de vir forte da capital, o maior colégio eleitoral do Estado, berço de eleições de governadores de Sergipe - pouco importa a origem municipal deles. Seria entregar o ouro de 2022.

Isso é o que pensam alguns setores da política de Sergipe nesse 2019. E essa carta branca a Nogueira é o que estaria no centro das preocupações do PT frente ao prefeito de Aracaju, que teria no senador Rogério Carvalho ou na vice Eliane Aquino nomes prováveis a uma tentativa de esse partido tentar reaver o Governo de Sergipe, ao qual ele chegou em 2006 e 2010 com Marcelo Déda e ficou de fora em 2014 com Jackson Barreto e em 2018, com Belivaldo Chagas.

É claro que é imprudente falar em sucessão de 2022, quando nem bem começou o Governo de Belivaldo Chagas e o Estado está uma vaca atolada em dificuldades que pedem a somação de todos. Mas se fala. Isso é da natureza da política, e ninguém vai mudar.

E entre os nomes governistas, para além dos de Edvaldo, Rogério e Eliane, estão outros, como os deputados federais Laércio Oliveira, PP, e Fábio Mitidieri, PSD, que já anunciaram intenção de tentar suceder Belivaldo. De Laércio Oliveira, esta Coluna não tem a informação do que ele pensa sobre a reeleição de Edvaldo Nogueira - embora fale-se que apoia.

Mas de Fábio, tem. Esse deputado tem a visão mais aberta e liberal possível sobre esse tema. Fábio Mitidieri não acha que reeleger Edvaldo Nogueira seja entregar ao comunista o ouro da sucessão de 2022. Não se sente, nem de longe, ameaçado por um Nogueira eventualmente reeleito.

“Eu não penso no sentido de que vai me atrapalhar. Se eu pensasse assim, já não teria votado em Rogério Carvalho em 2018. E nele eu não só votei, como indiquei o primeiro suplente, na pessoa de Jorge Mitidieri. Rogério foi uma pessoa a quem me dediquei muito para eleger, justamente porque entendi que ele era importante pro projeto futuro de Sergipe”, diz Fábio.

Numa visão mais alargada da cena política, Fábio Mitidieri diz visualizar mais o projeto de 2022 e menos as pessoas com suas particularidades. Aliás, ele acha que quanto mais nomes de peso, bem-postados, melhor. “Vou fazer com Edvaldo Nogueira a mesma coisa que fiz com Rogério e quando chegarmos em 2022 discutiremos quem é o melhor nome. Eu não tenho essas ciumeiras e nem vaidade de ser o candidato a governador”, diz Fábio.

“Se lá na frente o melhor nome for o de Edvaldo, o de Rogério ou o de Eliane, voto em qualquer um deles e bato palmas. Pedirei voto. Mas se o melhor for o meu, espero que façam o mesmo comigo. Eu só quero é no futuro ter pra mim o mesmo tratamento que estou dando aos outros, a qualquer um do grupo. Quem estiver bem, vai ser o meu candidato, e eu estarei feliz. Se eu estiver muito bem, que eu possa ser o candidato. Eu não vou entrar nessa questão muito cedo”. diz Fábio Mitidieri. Parece razoável.