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Gilson dos Anjos acha que pode ir à sucessão da Barra amparado em liminar
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Gilson dos Anjos: pode ser, mas entra em março de 2020

O ex-prefeito de três mandatos da Barra dos Coqueiros e superintendente do Incra em Sergipe, Gilson dos Anjos, DEM, acha que pode disputar à sucessão do prefeito Airton Martins, MDB, no ano que vem.

Gilson dos Anjos sabe que tem problemas na Justiça Eleitoral, mas espera chegar lá ainda que amparado em uma liminar da justiça permitindo-lhe a disputa.

“Nosso projeto é o de ser candidato. Os amigos ficam ansiosos para que comecemos logo o debate, uma ação, e eu tenho ponderado que não é hora. Não posso, por estar à frente do Incra em Sergipe. Eu não quero e nem devo misturar as coisas, porque depois sobra pra mim”, diz Gilson.

Prefeito eleito em 1996, reeleito em 2000 e retornado à Prefeitura em 2008, Gilson dos Anjos foi acusado em 2012 de abuso de poder econômico quando disputava a reeleição. “Tudo deriva de umas ajudas financeiras que a prefeitura da Barra deu à pessoas pobres do município em 2012 quando eu era candidato à reeleição. Mas tudo oficialmente”, revela Gilson.

“Em 2011 a Prefeitura da Barra tinha dado ajuda financeira às pessoas carentes em torno de R$ 50 mil e em 2012 essa ajuda dobrou, passando para R$ 100 mil. Eram ajudas de R$ 100 a R$ 200 por pessoa. Na época, a oposição me denunciou, dizendo que eu tinha me beneficiado politicamente com essas ações do município”, diz ele.

"A justiça eleitoral entendeu que como a ajuda de 2012 foi o dobro da de 2011, aquilo se configurava como abuso do poder econômico na eleição. Não foi. Segunda nossa defesa jurídica, existe possibilidade de eu ser candidato sem problema nenhum. A minha situação não é das mais complicadas”, pondera Gilson.

Gilson não vê com bons olhos candidaturas de fora da Barra disputando a Prefeitura, como intenciona o ex-deputado Reinaldo Moura. “Eu acho que a Barra ainda tem muito bairrismo. O habitante da Barra é diferente do de Nossa Senhora do Socorro, que tem um outro olhar mais aberto e mais concessivo para essas coisas da política”, diz ele.

“Eu só bato o martelo dessa decisão, de entrar mesmo, em março do ano que vem, porque até o começo de abril estarei no Incra”, diz. Ele está no cargo desde setembro de 2017. Gilson tem 56 anos e é Químico Industrial pela UFS e Analista de Sistema.