Aparte
Opinião - “Estamos jogando pólvora no caminho, e basta que um maluco risque o fósforo”
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[*] Evaldo Campos

Na verdade, ao ler o texto O trator de Cid Gomes, o balaço no peito e a morte vexaminosa do Estado, publicado nesta Coluna Aparte, de autoria do jornalista Jozailto Lima, certifiquei-me de que houve insensatez de lado a lado.

Eu continuo pensando que estamos em marcha acelerada para um grande confronto. O brasileiro está perdendo a serenidade. Ele não está vendo a disputa como um processo democrático, mas como uma forma de se chegar ao poder. E pior: de qualquer maneira e a qualquer custo. Pagando-se qualquer preço.

Nunca precisamos tanto de entendimento. Precisamos de diálogos. O debate é importante, mas deverá ser conduzido sempre de forma ordeira e civilizada. Ainda que se trate de debate caloroso.

Não com ofensas pessoais, como nós estamos vendo. Nós estamos jogando pólvora no caminho, e basta que um maluco risque o fósforo, que nós iremos amargar uma situação cujos efeitos são inimagináveis.

É preciso bom senso. O país precisa caminhar encima dos trilhos. A situação e a oposição. Não há inimigos. Há brasileiros buscando o que há de melhor para ser implantado no país. Ou nós desarmamos os nossos espíritos, ou o episódio Cid Gomes será apenas uma ligeira marca do grande incêndio que vai acontecer no Brasil.

E a responsabilidade não é do grupo A e não é do grupo B. É de todos aqueles que se afinam com o extremismo, com o radicalismo, com a arrogância, com a intolerância, com a prepotência.

As gerações futuras esperam que nós produzamos para elas um Brasil de ordem, de respeito, de progresso, de paz e de justiça social.

[*] É advogado criminalista, professor universitário e ex-vereador de Aracaju.