Aparte
Belivaldo Chagas: “Queremos o turismo de Sergipe como política de Estado”
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Belivaldo Chagas, no evento de turismo nesta segunda-feira

Como uma política de Estado e não de Governo. Esta garantia foi dada à Coluna Aparte pelo governador Belivaldo Chagas, PSD, nesta segunda-feira,19, logo depois de ele participar em Aracaju do lançamento do Programa Investe Turismo, com o secretário executivo adjunto do Ministério do Turismo, Higino Brito, o presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, o superintendente do Sebrae, Paulo do Eirado Dias, assim como o secretário de Estado Turismo, Sales Neto, e o presidente da Acese, Marco Pinheiro.

Belivaldo Chagas parece bem postado diante da possibilidade de uma transformação na área do turismo em Sergipe. “O bom é que a partir de agora a gente trabalha numa parceria. Parceria do Governo de Sergipe com o Ministério do Turismo, Embratur e com o Sebrae, defendendo exatamente a tese que sempre defendi: a de que turismo é preciso que se faça de forma conjunta e com profissionalismo. Com isso, quem sai ganhando é a cadeia turística como um todo”, disse ele.

“O que busco daqui para frente é fazer com que Sergipe, seja qual for o governo, olhe o turismo como uma política de Estado. Isso é o que importa. Portanto, da forma mais profissional possível é preciso tratar a questão do turismo - e já estamos tratando disso diretamente, com envio de propostas de leis para a Alese que gerem uma política continuada de Estado e não de Governo nesse setor”, diz, ressaltando que isso já é consequência da ação do secretário interino Sales Neto. Belivaldo diz que não tem pressa e nem pacto com ninguém para indicar o secretário definitivo. Veja a seguir o bate-papo com ele.

Aparte – O que pode vir de bom para Sergipe desse latifúndio do Programa Investe Mais Turismo, sacramentado nesta segunda-feira?
Belivaldo Chagas -
O bom é que a partir de agora, mais do que nunca, a gente trabalha numa parceria. Parceria do Governo de Sergipe com o Ministério do Turismo, Embratur e com o Sebrae, defendendo exatamente a tese que sempre defendi: a de que turismo é preciso que se faça de forma conjunta e com profissionalismo. Com isso, quem sai ganhando é a cadeia turística como um todo. O trade como um todo. Desde aquele que presta o serviço de garçom; aquele que presta o serviço de locação de veículo, o que faz o receptivo. Enfim, todos serão trabalhados com esse objetivo, para que da forma mais inovadora possível a gente se profissionalize e possa atrair turistas para o Estado de Sergipe. 

Aparte - O Governo de Sergipe está disposto a dedicar mais atenção à área?
BC –
Veja, o Governo do Estado tem feito a sua parte no aspecto de segurança pública, que é importante. Não dá para se negar que a segurança tenha melhorado no Estado de Sergipe. O Governo do Estado tem buscado parcerias, e estive recentemente com a Gol, como estive com a Azul, batalhando por uma maior quantidade de voos no Estado de Sergipe. Todas as propostas que tiveram condições de ser apresentadas ao Ministério do Turismo via o projeto do Mais Turismo, onde recebemos inclusive o selo. O montante de propostas que foram apresentadas ultrapassa a casa dos R$ 600 milhões para atrair investimentos em infraestrutura para o turismo do Estado de Sergipe. 

Aparte – Pode vir novidade no convênio com Siconv?
BC –
Foi aberta recentemente uma janela no Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse - Siconv -, onde apresentamos propostas de aproximadamente R$ 80 milhões para também integrar a cadeia do turismo. E repito: tudo isso de forma conjunta. Todos dando as mãos. E acho que foi um momento importante a abertura também desse evento que participei nesta segunda, onde o presidente da Embratur mostrou números que dizem respeito ao Brasil, em que o país não está avançando no turismo. Veja um dado: enquanto a gente manda para fora 9 milhões de turistas, a gente recebe 6 milhões. 

Aparte – Isso é um retrocesso em comparação com o passado?
BC –
Sim. Há 20 anos recebíamos 3 milhões de turistas, quando a população triplicou praticamente no período apresentado. Então você vê que o problema do turismo está relacionado não apenas a Sergipe de forma isolada, mas ao Brasil como um todo. A média nacional de ocupação da rede hoteleira apresentada é da ordem de 45%, portanto, não foge à nossa média. Não estamos sendo um ponto fora da curva. Todos, absolutamente todos, de mão dadas, em conjunto, todos precisamos de união para alavancar o turismo e o desenvolvimento do estado.

Aparte – Esse programa Investe Turismo implica desembolso federal e estadual? 
BC –
Nosso, não necessariamente. Tudo isso é bancado pelo Governo Federal. O Governo do Estado vai estar participando na própria estrutura que temos. O Sebrae é que vai estar na verdade coordenando todo esse trabalho.

Aparte - O que o senhor busca ou espera do futuro secretário do Turismo de Sergipe?
BC –
Primeiro, o que busco daqui para frente é fazer com que Sergipe, seja qual for o governo, olhe o turismo como uma política de Estado. Isso é o que importa. Portanto, da forma mais profissional possível, é preciso tratar a questão do turismo – e já estamos tratado disso diretamente, com envio de propostas de leis para a Alese que gerem uma política continuada de Estado e não de Governo nesse setor. Somos um Estado pequeno, com pouca capacidade de investimento e no momento também por causa da crise financeira que estamos passando – mas não é que vai ser assim a vida toda. Mas não se pode, em hipótese alguma, deixar de investir numa área importante como a do Turismo. Se for tratada como política de Estado, haverá a continuidade que é importante para todos.

Aparte – A interinidade de Sales Neto tem data para vencer?
BC –
Não. O nosso objetivo com a presença de Sales Neto ali é o de a gente criar toda uma estrutura, da forma mais profissional possível, para dar sequência à política do turismo no Estado de Sergipe. Nós queremos o turismo de Sergipe como uma política de Estado. Com Sales ou sem Sales – e o que fala das leis indo à Alese já é uma desta nova gestão.

Aparte – O senhor tem algum nome em vista para o setor, assim que passar a interinidade de Sales?
BC –
Não. Minha preocupação agora é a de arrumar a casa, a de montar uma nova estrutura administrativa. Somente a partir daí é que a gente discute os nomes.

Aparte – Como o senhor vê esses comentários acerca do Marco Pinheiro e de uma indicação Luciano Pimentel indicando alguém?
BC –
Não tratei do assunto de indicação com absolutamente ninguém na área do Turismo.

Foto: Marco Vieira/ASN