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Vera Lúcia, do PSTU, não vê horizontes para coligação com o PSOL em 2020 
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Vera Lúcia: fé na greve e nas visões exclusivas do PSTU

A ex-candidata à Presidência da República pelo PSTU no ano passado, a sergipana Vera Lúcia Pereira da Silva Salgado, disse nesta quinta-feira à Coluna Aparte que seu partido prefere ir à sucessão de Aracaju em 2020, assim como à de outras cidades do Brasil, sozinho, sem coligação, sobretudo com o PSOL, que é do campo mais à esquerda.

“Para lutar, nós lutamos com todo mundo. Agora, na greve geral, nós vamos com todo mundo. Mas, para apresentar uma saída programática, nós o fazemos, por via de regra, sozinhos. Nas eleições queremos apresentar o nosso programa próprio. Porque nós temos um jeito de pensar e um programa distinto das outras organizações partidárias”, disse Vera Lúcia.

Segunda Tesoureira da Executiva Nacional do PSTU, Vera Lúcia, que é bacharel em Ciências Sociais e operária sapateira, hoje vive em São Paulo, fez mais observações sobre a falta de convergência entre as práticas do PSOL e as do seu partido. “O PSTU defende, por exemplo, um programa de não pagamento da dívida pública, de expropriação das 100 maiores empresas, e tudo isso é diferente do que pensa o PSOL. Nós defendemos uma ação mais direta, mais planejada”, diz ela.

Vera Lúcia garante, no entanto, que o PSTU vai estar vivo e ativo no pleito de 2020.

“Nós sempre participamos das eleições e nunca nos furtamos a apresentar, no período eleitoral ou fora dele, um programa que atenda às reais necessidades da classe trabalhadora”, diz.

Atenta aos perigos dessa fase impostos pelo Governo de Jair Bolsonaro, Vera afirma que o PSTU, inclusive, “agora está lançando um encarte apresentando uma saída para a crise aqui no Brasil”. “Ele apresenta um conjunto de tarefas para a classe trabalhadora dentro de um ponto de vista tanto econômico quanto político. Onde há saída para crise que assola o Brasil e a classe trabalhadora, sobretudo os mais pobres”, diz.

Vera Lúcia está em Aracaju para participar da greve geral dos trabalhadores convocada para esta sexta-feira, 14. “Nossa expectativa é a de que seja uma grande greve, uma grande mobilização dos trabalhadores - muito embora a justiça já esteja dando preliminarmente decisões contrárias ao movimento, o que na verdade é muito injusto, porque a justiça deveria estar preocupada era com as questões de vida da classe trabalhadora e com um projeto de reforma da Previdência que retira um pouco do que ainda resta para quem trabalha”, diz ela.