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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Itabaiana quer construir Centro de Peregrinação da Irmã Dulce dos Pobres
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Valmir: solidário à ideia do Centro de Peregrinação da Irmã Dulce dos Pobres

No próximo dia 13 de outubro deste ano, um domingo, a Igreja Católica Apostólica Romana vai oficializar, em ato celebrado pelo Papa Francisco, no Vaticano, em Roma, a canonização da primeira santa brasileira, na pessoa de Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, ou simplesmente Irmã Dulce, a chamada Santa Dulce dos Pobres.

Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, uma mulher de extrema generosidade, fé e ação social, marcou a vida de doentes e de pobres de Salvador, na Bahia, e tem uma ligação forte com Sergipe: além de ter passado por São Cristóvão em estudos de formação de freira, chegou a atuar na Maternidade São José, de Itabaiana, cidade na qual são atribuídos a ela dois milagres.

As lideranças religiosas, empresariais e políticas de Itabaiana acham que essas significação e presença da Irmã Dulce na cidade não devem e nem podem passar em branco, e estão em fase de discussão da possibilidade de se construir no povoado Serra, no pé da serra itabaianense, um Centro de Peregrinação da Irmã Dulce dos Pobres.

A possibilidade está sendo levada muito séria e se conecta com a Bahia. “A nossa intenção é a de alimentar, com esse Centro de Peregrinação da Irmã Dulce dos Pobres, um caminho de peregrinação entre as cidades de Salvador, na Bahia, e Itabaiana, em Sergipe. Esse caminho nasce lá no centro de saúde onde a Irmã Dulce trabalhou, morou e viveu, em Salvador, e vem dar em Itabaiana”, diz o prefeito da cidade, Valmir de Francisquinho.

“Isso envolve um grupo de aproximadamente 400 peregrinos”, diz ele, referindo a baianos que veneram Dulce. “Estamos imaginando uma romaria de Salvador a Itabaiana do mesmo modo das procissões de Nossa Senhora Aparecida, lá em Aparecida do Norte, São Paulo, e a daqui de Nossa Senhora Aparecida de Sergipe, que ocorrem em 12 de outubro, pela Padroeira do Brasil”, diz Valmir.  

Mas quem faria o Centro de Peregrinação da Irmã Dulce dos Pobres: a Igreja Católica ou o poder público? “Veja, nós estamos buscando recursos para fazer essa obra por meio do Ministério do Turismo, com a participação da Secretaria de Cultura do município de Itabaiana. Lá na Serra, nós já temos um terreno doado pelo empresário Anselmo Rocha”, diz De Francisquinho.

Valmir de Francisquinho, que é religioso e tem zelo pelas coisas da fé cristã, acha que esse Centro de Peregrinação da Irmã Dulce dos Pobres fará muito bem ao turismo religioso de Sergipe e defende que a construção dele “não nasce de um nada”.

“Na verdade a Prefeitura de Itabaiana começa por fazer um monumento no local onde aconteceu o milagre atribuído a Irmã Dulce dos Pobres, que foi aqui na nossa Maternidade São José. É preciso lembrar que a Irmã Dulce, filha de pais baianos, conviveu muito com Sergipe. Desde nos conventos de São Cristóvão até uma atuação aqui em Itabaiana”, reconhece o prefeito.

“Ela atuou na Maternidade São José, aqui de Itabaiana. E aqui se atribui dois milagres a ela. Um em favor de uma mulher de Malhador. E um outro, de um rapaz, também de Malhador, que era dado com cego há seis ou oito anos, passou a imagem dela nas vistas e voltou a enxergar”, relembra o prefeito de Itabaiana.

“Quando a mulher desse rapaz chega em casa de alguma atividade que foi fazer na rua, é surpreendida, com ele dizendo que ela era linda, muito bonita, tendo casado cego com ela. No caso da maternidade, a paciente era quase dada como morta, com eclampsia, uma hemorragia muito forte, e o médico tinha dito que ali só com um milagre de Deus. O padre José Almi de Menezes chamou Irmã Dulce. Ela veio e a mulher se salvou. Não podemos desconhecer essas manifestações”, diz Valmir.