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Aparte
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Jozailto Lima

É jornalista há 36 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Jackson Barreto defende frente ampla, além do PT, pra barrar risco de ditadura com Bolsonaro
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Jackson Barreto: no inconsciente de Bolsonaro, há um sonho de fechamento de Congresso

O ex-governador Jackson Barreto, MDB, defendeu nesta terça-feira, 10, exclusivamente para a Coluna Aparte, uma unidade urgente das forças de esquerda, de centro e até as de centro-direita, com o objetivo de rechaçar e banir os riscos ao Estado Democrático de Direito que ele vê perigosamente refletidos nas práticas políticas do presidente Jair Bolsonaro, PSL.

Depois de ter passado pelo Rio Grande do Sul para ver o jogo do Confiança em Erechim no final da semana, ter ido a Curitiba, Paraná, para uma manifestação em favor do Lula Livre no começo desta, nesta terça-feira Jackson aterrissou em São Paulo para uma agenda política. Na bagagem, uma quase ideia fixa: a de que é preciso unir os espectros progressistas da política brasileira para combater os riscos que o Brasil corre sob os ideais de Jair Bolsonaro.

“Alguém tem dúvida do retrocesso democrático que nós estamos vivendo? Eu já disse, a minha preocupação em relação a isso só tem aumentado muito e tudo vem da forma autoritária como esse rapaz (Jair Bolsonaro) dirige o país. Ele tem uma agenda que não privilegia a questão da economia do país e das liberdades. O Bolsonaro é o símbolo do retrocesso no que diz respeito às minorias desta nação”, disse Jackson.

O ex-governador Jackson Barreto vê indícios claros de um desejo de golpe na democracia a ser dado por Jair Bolsonaro. “Você ouviu o que o Carlos Bolsonaro disse, de que “na democracia é difícil realizar o projeto de Governo”? Ele acha que na democracia não se consegue realizar os projetos do Brasil. Essa frase do Carlos Bolsonaro é uma frase de golpista”, fustiga Jackson.

“Eles estão claramente atentando contra a democracia. Ora, o que não é democracia, é ditadura. É golpe. Isso é o Carlos Bolsonaro dizendo. E o filho não conversa com o pai não, é? Isso, para mim, é fruto da conversa dele com o pai dentro de casa. Alegando que não tem como passar pelo Judiciário, pelo Congresso Nacional, aí eles chegam à conclusão nas conversas íntimas de que só um golpe para eliminar esses obstáculos”, reforça o ex-governador.

E é contra esse suposto “golpe” que Jackson acha que o arco de alianças de progressistas deve ser grande e ir bem além e dos limites e dos interesses do PT, embora ele traga Lula para o centro dessas demandas. “Eu disse nesta segunda-feira numa conversa de roda lá na Vigília de Lula Livre, em Curitiba, que discordo da ausência do PT naquele Movimento lançado em São Paulo esta semana, chamado DireitosJá. Eu pessoalmente não concordo com a essa posição do PT. Eu entendo que o PT nesta hora tem de ser o mais amplo possível. Digo mais: que o Movimento Lula Livre precisa ser o mais amplo possível. Nós precisamos ganhar outros setores da sociedade, com inteligência. Tem que sair da raia do PT”, disse.

“Eu estou querendo e defendendo uma frente democrática, e ela deve ser ampla. Não pode ser somente uma frente democrática e popular. Ela dever ser algo parecido com aqueles ideais do Partido Comunista nos anos de chumbo, que dizia que só uma ampla união das forças populares e democráticas do país seria capaz de acabar com a ditadura militar. E nós vencemos. Porque eu acho que agora nós chegamos à situação mais grave. Chegamos ao fundo do poço. Eu comparo esta situação àquela que vivemos de combate à ditadura militar, no seu período mais tenso. Se for por um movimento popular, e tendo Lula como comandante, será uma outra história em favor do Brasil e isso me estimularia até a disputar uma candidatura de deputado federal para ajudar. Eu só tenho uma motivação para participar do processo eleitoral como candidato em 2022, que seria a liberdade de Lula e que ele liderasse o movimento popular nesse país contra as intolerâncias que estão aí instaladas”, afirma Jackson.

“Vários setores da sociedade brasileira entendem hoje que o que aconteceu com Lula foi um julgamento injusto, então é hora de ampliar esse sentimento para fora do PT, para ganhar cada vez mais amplos apoios populares. Eu acho que, diante do risco que o Brasil corre hoje com Bolsonaro, todos os partidos, até os de centro-direita, devem se unir. Nós não devemos contar, e nem esperar, é com os da extrema direita, que não virão. Na nossa luta contra a ditadura, chegamos a atrair até setores de centro-direita. Mas a extrema-direita não pensa, não raciocina. Ela é cega, surda e muda”, diz JB.